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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"A Revelação" (Lissa Price): OPINIÃO!

"A Revelação" de Lissa Price é a finalização da aventura começada em "Destinos Interrompidos". Entramos novamente no mundo diferente das distopias. Num cenário envolvente de ficção e onde o avanço tecnológico nos coloca perante possibilidades nunca consideradas, voltamos a encontrar Callie. Com o fim da Destinos Primordiais Callie acreditou que a sua vida voltaria a ser a mesma. No entanto, o neurochip que lhe implantaram no cérebro torna-a vulnerável.. Este chip tem um poder absoluto sobre si e nas mãos erradas poderá ter efeitos devastadores. Sentindo-se prisioneira de si mesma, Callie embarca numa aventura que a levará à revelação final.

Callie quer recuperar a sua vida e dar uma vida normal ao seu irmão. É neste contexto que irá estabelecer uma aliança improvável que a vai levar à descoberta de uma verdade surpreendente que alterará a sua vida para sempre.

Tratando-se de uma distopia, "A Revelação" cativa o leitor por se tratar de um género literário tão diferente dos demais géneros literários habituais. Esta peculiaridade das distopias prendeu a minha atenção e lançou-me numa leitura curiosa, embora tenha faltado o toque de novidade que existiu com "Destinos Interrompidos". Sendo eu ainda uma novata na leitura de distopias há que reconhecer que ainda agora começo a dar os primeiros passos na plena compreensão e análise deste tipo de livros. Não obstante, a minha recém descoberta deste género, é inevitável mencionar que toda a dinâmica de ficção que envolve "A Revelação" leva a que o leitor se concentre nas páginas e faça uma viagem única pelas linhas inteligentemente escritas e tecidas pela autora Lissa Price.

O facto de o avanço tecnológico poder servir para fins nefastos no futuro gera no leitor uma inquietação constante ao longo da leitura, ao mesmo tempo que a narrativa repleta de acção o leva a voltar as páginas com velocidade.

À parte de toda a dimensão ficcional presente no enredo, Lissa Price possibilita-nos o reencontro com as personagens de "Destinos Interrompidos" que continuam a revelar uma humanidade forte e cativante. Os laços criados com as personagens de "Destinos Interrompidos" mantêm-se intactos neste segundo volume fazendo com que o leitor torça por um desfecho positivo.

Assim sendo, "A Revelação" de Lissa Price evidencia-se como a conclusão perfeita de "Destinos Interrompidos" onde o ritmo de acção prende o leitor e o lança num livro que além de ser uma distopia se reveste de um clima de amizade, amor, família sem ser descurada toda uma aura de suspense que vai em crescendo até ao final.

CLASSIFICAÇÃO: 4. Bom!


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Raptada" (Lauren DeStefano): OPINIÃO!

Depois de ter lido “Destinos Interrompidos” fiquei com imensa vontade de conhecer outras distopias, embrenhar-me neste estilo de literatura tão particular. Não consigo deixar de pensar que ler distopias é uma experiência de leitura deveras única, pois quando confrontados com mundos distópicos e perante sociedades com condicionantes que, presentemente, se nos afiguram totalmente inimagináveis, a leitura torna-se realmente envolvente.

Enquanto leitora ver-me perante uma narrativa que me apresenta uma sociedade particular como aquela que surge em “Raptada” e, apesar de nunca ter pensado apreciar algo tão diferente da literatura que estou habituada a ler, a verdade é que as distopias me atraem de uma forma muito intensa.

Em “Raptada” da autora Lauren DeStefano, encontramos uma sociedade onde os recém-nascidos têm um “prazo de validade” : as mulheres só vivem até aos vinte e os homens até ao vinte cinco o que nos remete para uma situação que, quando ponderada, assume contornos assustadores: o que fazer para a sociedade não se extinguir? Espera-se que os jovens sejam, respectivamente, mães antes dos seus vinte anos e pais antes dos vinte cinco para que continue a haver civilização humana.

E é neste contexto que encontramos uma “solução” para o problema, solução essa que a nós leitores que vivemos numa sociedade como a conhecemos e que não concebemos mudanças de grande envergadura a curto/médio prazo nos parece errada e altamente estranha: raptar jovens raparigas e forçá-las a casar para assim procriarem e darem continuidade à raça humana, sendo obrigadas a viver casamentos polígamos.

Uma dessas jovens raptada é Rhine Ellery, uma adolescente de dezasseis anos que se vê numa casa cheia de luxo e privilégios, juntamente com outras jovens que irão ser suas irmãs-esposas. Lidar com esta situação não será fácil para Rhine que apenas quer recuperar a sua liberdade.

A autora Lauren DeStefano leva-nos por uma narrativa cheia de personagens ricas que conferem um dinamismo e riqueza cativante à leitura. Conhecemos o jovem criado Gabriel por quem Rhine começa a sentir uma perigosa atracção, o marido Linden que revela sentimentos de amizade e amor pelas suas esposas apesar da dinâmica relacional ser particularmente distorcida, o excêntrico pai de Linden que quer a todo custo encontrar um antídoto que combate este “prazo de validade genético” e que não olha a meios para atingir os fins, colocando-nos perante questões éticas, morais e emocionais muito intensas e, por fim, as irmãs-esposas que nos mostram as relações que estabelecem entre si e as suas personalidades.

Perante este mundo distópico é inevitável pensar no que poderá advir da constante evolução científica e que mudanças poderão surgir na sociedade tal como a conhecemos hoje em dia.

Ler “Raptada” provocou em mim uma certa inquietude, pela forma como  a autora Lauren DeStefano, através da sua escrita e da sua narrativa muito sincera, torna as personagens reais, aproximando o leitor das suas emoções, fazendo-o ansiar pela sua liberdade, mas também sofrendo com a aproximação do seu fim estabelecido. Vibrei com Rhine e torci por ela: quis que fosse feliz, quis que conseguisse ser livre e, ao mesmo tempo, preocupei-me com o que seria feito dela fora da casa luxuosa onde vive com Linden.

“Raptada” termina de uma forma que deixa o leitor em suspenso, ansiando por ter mais páginas para ler, desejando ter já na sua mão “ Delírio” – o segundo livro da trilogia “O Jardim Químico”. A autora Lauren DeStefano envolveu-me no enredo de “Raptada”, pelo que irei certamente ler sem falta “Delírio” e saciar a minha curiosidade.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!