quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"Diz-me quem sou" (Julia Navarro): OPINIÃO!

Escrever a crítica deste livro não foi fácil, pois "Diz-me quem sou" da autora Julia Navarro é um livro tão tocante e apaixonante que qualquer crítica ficará aquém da diversidade e riqueza que este livro encerra.

"Diz-me quem sou" conta-nos a história de uma mulher - Amelia Garayoa - que não se acomodou ao seu papel de esposa e mãe e ousou viver as suas paixões e amores e seguir as suas convicções, apesar disso ter implicado sacrifício e, posteriormente, um sentimento profundo de arrependimento.

Quando a tia de Guillermo lhe faz uma proposta de trabalho inesperado: investigar e escrever um livro sobre a vida da bisavó de Guilhermo - nem ele nem o leitor sonhavam que iriam fazer uma viagem absolutamente fascinante pela história de uma mulher que viveu grandes acontecimentos históricos.

Sendo Guillermo um jovem jornalista, vê nesta proposta uma oportunidade de descobrir mais sobre esta bisavó misteriosa sobre a qual nada se sabe.

Guillermo inicia esta investigação do zero e acaba por chegar a Laura, prima de Amelia que o orienta na sua busca.

Ao longo da narrativa, Guillermo entrará em contacto com personagens que de alguma forma tiveram a sua vida cruzada com a da sua bisavó.

À conta desta investigação, Guillermo irá fazer inúmeras viagens por países onde a sua bisavó andou para assim ir ficando a par da vida de Amelia Garayoa.

A curiosidade e o gradual fascínio pela personalidade forte de Amelia levam Guillermo a quer saber mais e mais mas quando o financiamento desta pesquisa familiar passa das mãos da sua tia para as mãos de Laura, esta impõe como exigência que Guillermo vá investigando a vida de Amelia e acontecimentos inerentes por ordem cronológica, de maneira a inteirar-se desta vida de forma exacta e aprofundada para melhor poder escrever em livro esta vida única.

A frase da contracapa do livro "Diz-me quem Sou" resume de maneira brilhante a essência deste livro: "Uma apaixonante aventura protagonizada por personagens inesquecíveis, cujas vidas constroem um magnífico retrato da história do século XX. Desde os anos da Segunda República espanhola até à queda do Muro de Berlim, passando pela Segunda Grande Guerra e pela Guerra Fria, o novo romance de Julia Navarro transborda de intriga, política, espionagem, amor e traição."

Através de Amelia vamos vivenciar a Guerra Civil Espanhola, passar pela Segunda Guerra Mundial e pela Guerra Fria, assistindo à queda do Muro de Berlim.

"Diz-me quem sou" é um livro de família onde sobressai a coragem, a paixão, as convicções e o sacrifício.

É um livro apaixonante que nos leva a conhecer o fanatismo das ideologias políticas, as atrocidades humanas cometidas, ao mesmo tempo que é um romance vincadamente histórico onde nos embrenhamos nos meandros do mundo da espionagem, numa época marcada pela desconfiança e pela duplicidade.

"Diz-me quem sou" da autora Julia Navarro tem uma narrativa muito própria que brilha muito pela capacidade magistral da autora em encadear acontecimentos e interligar as vidas das personagens.

Este livro possui uma escrita tão fluída e encadeada que o leitor sente-se totalmente transportado para um passado repleto de acontecimentos e aventuras.

Nesta obra, Julia Navarro agarra o leitor com força e mergulha-o numa leitura extraordinária, não só pelas suas personagens tão humanas e reais, mas também pela profundidade e vastidão histórica presente no livro. O detalhe preciso e intenso dos períodos que marcaram a História, revelam a profunda pesquisa bibliográfica por detrás deste romance maravilhoso.

"Diz-me quem sou" trata-se de um grande romance não pelo seu número abundante de páginas, mas pela beleza e riqueza que encerra dentro de si.

A forma como aos poucos Guillermo vai tomando conhecimento da vida da sua bisavó Amelia Garayoa é absolutamente hipnotizante e leva o leitor a perder-se no passado e a saborear a leitura. A narrativa encadeada torna o enredo ritmado e desperta a curiosidade do leitor. 

"Diz-me quem sou" é um livro marcado pela acção onde os acontecimentos se sucedem com rapidez, sendo que simultaneamente este livro se revela como uma leitura pautada pela humanidade, pelas emoções e pelas relações familiares, amorosas e de amizade.

Ao terminar a leitura, o significado do título aparece-nos em toda a sua plenitude e mostra-se, na minha opinião, como a escolha acertada. O significado do título quando revelado no final enche-se de emoção e é inevitável o surgimento de um sorriso nos lábios do leitor.

O número de páginas do livro não deve servir de impedimento a esta leitura, pois se vos acontecer como a mim, fica o sentimento de querermos continuar a ter mais páginas para ler para não termos de nos despedir de tantas e tão especiais personagens que "Diz-me quem sou" da autora Julia Navarro nos deu a conhecer e pelas quais nos fez apaixonar não só pelas suas personalidades únicas, mas também pelas suas vivências e experiências incríveis.

CLASSIFICAÇÃO: 7. Absolutamente Fantástico!


Porto Editora - Ficção - Novo romance de Susana Fortes


Novo romance de Susana Fortes

A Marca do Herege chega este mês às livrarias

Título: A Marca do Herege
Autora: Susana Fortes
Tradutor: Helena Pitta
Págs: 224
PVP: 16,60 €


Susana Fortes estreia-se no catálogo da Porto Editora com o seu mais recente romance, A Marca do Herege, que será publicado a 21 de janeiro. 

A escritora apresenta-nos uma trama policial passada em Santiago de Compostela, onde o assassínio de uma jovem e o desaparecimento de um manuscrito de Prisciliano vão colocar em evidência crentes e hereges, o passado e o presente.

Os cenários misteriosos e frios desta cidade milenar e os personagens, complexos e profundos, são os ingredientes deste romance negro, cuja história é narrada com uma particular sensibilidade poética, inteligência e ironia subtil, que convidam à reflexão sobre a sociedade atual e os interesses que a regem.

Susana Fortes é uma das convidadas do encontro Correntes d’Escritas 2013, que se realiza em fevereiro na Póvoa de Varzim.

O LIVRO

A descoberta do cadáver de uma jovem na Catedral de Santiago de Compostela cai como uma bomba na cidade. Ao mesmo tempo desaparece um manuscrito de Prisciliano, o grande herege galego. O comissário Castro ocupa-se de ambos os casos com a ajuda de dois jornalistas determinados: Laura Márquez, uma jovem bolseira que chega à cidade fugindo dos seus próprios fantasmas, e Villamil, um repórter veterano e meio anarca que já conheceu dias melhores na profissão.

Uma trama em ritmo crescente onde se cruzam ecologistas, peregrinos, professores universitários, tubarões das finanças e padres que fazem as suas próprias apostas de salvação numa cidade levítica.

A Marca do Herege é um thriller viciante que nos convida a viajar no tempo, transferindo a atmosfera ameaçadora do melhor romance policial para as ruas inesquecíveis de Santiago de Compostela.

Primeiras páginas: aqui

A AUTORA

Licenciada em Geografia e História pela Universidade de Santiago de Compostela e em História da América pela Universidade de Barcelona, reside atualmente em Valência, conjugando o ensino com o jornalismo e a crítica de cinema.

Os seus romances estão traduzidos em 12 línguas e obtiveram numerosos prémios. Em Portugal, estão publicadas as suas obras Querido Corto Maltese, Ternos e Traidores, Fronteiras de Areia, O Amante Albanês e Quattrocento – A Conspiração Contra os Médicis.

IMPRENSA

Um enredo bem concebido, sem pontas soltas. Além disso, a autora trata com notória mestria a história da heresia religiosa na Galiza.
El País

Laura Márquez, a jornalista que nos traz à memória Lisbeth Salander.
El Mundo

A cidade galega surge como um personagem que lança sombras sobre as relações entre os que buscam a verdade e os que procuram ocultá-la a todo o custo.
Europa Press

A Marca do Herege é uma autêntica boneca russa com inúmeras capas de realidade, onde lendas milenárias de sociedades secretas convivem com o narcotráfico e a corrupção da sociedade atual […] o divino e o humano, o sórdido e o sublime.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Novidades Clube do Autor: Janeiro


Aqui estão os primeiros livros de 2013 do Clube do Autor: nas livrarias nacionais a partir de 24 de Janeiro.


Passageiro do fim do dia
Prémio PT Literatura
Prémio São Paulo de Literatura
Autor virá a Portugal em Fevereiro


Informação Técnica
PVP: 13,80 € • 192 Páginas

O romance vencedor do prestigiado Prémio PT Literatura 2011 é um livro sobre várias viagens. A primeira começa quando Pedro, o passageiro do fim do dia, apanha o autocarro do centro da cidade rumo à periferia para ir ter com a namorada. É hora de ponta e a viagem demora. Dá tempo para ler e também para deixar correr os pensamentos.

Pedro é um observador. Uma pequena cicatriz no cotovelo do homem que está sentado à sua frente, ou o longo suspirar da mulher que segue ali ao lado, são pequenos detalhes que (nos) prendem a atenção e fazem voar, para logo regressar(mos) ao livro de Darwin e às notícias da economia que Pedro ouve no pequeno rádio a pilhas.

Observando o que se passa dentro do autocarro, e também na rua, Pedro é, terminada a viagem, um homem diferente, alguém mais atento às desigualdades sociais, mais conhecedor e mais crítico.

O passageiro do fim do dia é por isso literatura, sociologia e política. Numa alegoria plena dos dramas urbanos contemporâneos, Rubens Figueiredo oferece ao leitor um retrato do Brasil atual, desigual, fervilhante, e uma história que revela a beleza delicada de uma escrita sobre a periferia pobre da cidade grande: uma espécie de panela de pressão de violência e de crueza no fundo de verdade que é o osso da vida.

Rubens Figueiredo nasceu em 1956, no Rio de Janeiro, cidade onde mora. Formado em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é professor de português e tradutor de obras de Tchékhov, Turguéniev e Tolstói, entre outras. Contista e romancista, é autor, entre outros livros, de As palavras secretas (contos, 1988, prémio Jabuti), Barco a seco (romance, 2001, prémio Jabuti), Contos de Pedro (contos, 2006) e O livro dos lobos (contos, 2009).

Os Inocentes
#1 do New York Times
O novo livro do maior autor do thriller internacional

Informação Técnica
PVP: 17,90 € • 436 Páginas

Depois de uma missão que o leva da Europa à América, Will Robie regressa ao palco maior da política internacional com o objetivo de eliminar os inimigos suspeitos da paz mundial.

Denise Tamaron, funcionária pública e mãe de dois filhos, é o próximo alvo a abater. Mas Robie não é capaz de puxar o gatilho. Denise parece-lhe uma vítima improvável, e por que razão representa ela uma ameaça?

Tendo falhado a missão, Robie põe-se rapidamente em fuga. E não é o único. Ao fugir da cena do crime, Robie cruza-se com uma adolescente em fuga de um lar adotivo. Mas Julie não é uma jovem comum — os pais foram assassinados e a sua vida está em perigo e é por isso que Robie decide ajudá-la a descobrir a verdade acerca dos pais.

Só que à medida que Robie investiga o passado da jovem, mais convencido fica de que ela é o centro de uma conspiração que atinge as mais altas esferas do poder... E por isso, desta vez, Robie vai ter de trabalhar em equipa para poder salvar a vida de ambos.

Os Inocentes é um livro viciante — cenas repletas de ação, personagens dinâmicas e complexas e a dose certa de sedução e mistério — que, no final, vai deixar o leitor a questionar os seus próprios valores. Ora confirme.

David Baldacci nasceu em 1960, na Virgínia, onde reside atualmente. Do seu currículo faz parte um impressionante número de bestsellers, entrando frequentemente no primeiro lugar da lista dos mais vendidos do New York Times. As suas obras estão traduzidas em mais de 45 idiomas e presentes em cerca de 90 países, sendo Baldacci um dos escritores mais populares em todo o mundo.

Baldacci é também o cofundador, juntamente com a sua mulher, da Wish You Well Foundation, uma organização não lucrativa dedicada à promoção da literacia nos Estados Unidos.


Marco da literatura portuguesa no regresso da coleção
Os Livros da Minha Vida
José Eduardo Agualusa escolhe obra-prima de Eça de Queirós

Informação Técnica
PVP: 11,90 € • 632 Páginas

«Há livros que nos transformam. Os Maias arrastou-me para a escrita. Tornei-me escritor por contágio, deslumbrado com a possibilidade de produzir luz e emoções. (…) A passagem dos anos apenas acrescentou interesse à obra.»
José Eduardo Agualusa in Prefácio

Os Maias é o novo e o quinto título da coleção «Os Livros da Minha Vida». Esta é uma coleção que visa destacar alguns dos livros que ao longo dos séculos marcaram a sua época, entraram para a História da Literatura e, por qualquer razão, se tornaram especiais para determinada personalidade pública.

José Eduardo Agualusa vem assim juntar-se a Teresa Patrício Gouveia (Mrs. Dalloway), Francisco Pinto Balsemão (O Grande Gastby), Miguel Sousa Tavares (A Ilha do Tesouro) e Eduardo Marçal Grilo (O Corsário Negro).

Eça de Queirós publicou Os Maias, considerada a maior obra do autor e um dos grandes clássicos da literatura portuguesa, em 1888, onde conta a história de uma família (Maia) ao longo de três gerações. É através desse romance que Eça compõe um retrato mordaz e acutilante do Portugal da época, centrado na visão da alta sociedade lisboeta. Inovador no estilo e na técnica narrativa, Os Maias é o livro mais ambicioso de Eça, que o considerou a sua obra-prima.

Eça de Queirós é considerado um dos maiores romancistas da literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo da prosa literária nacional.

Os Ingredientes Secretos da Felicidade
Um romance saboroso, feito de pasta e emoções

Informação Técnica
PVP: 12,90 € • 224 Páginas

Os ingredientes secretos da felicidade é um desses livros que têm a cozinha como palco e a vida como inspiração. Quem chega de coração vazio parte dele com a alma (e o estômago) repleto de coisas boas e doces recordações.

Holly é a protagonista da história, uma história que sabe a tiramisu, esparguete à bolonhesa e lasanha e queijo ricota. E não, não se passa em Itália. É em Blue Crab Island, terra onde Camilla tem um afamado restaurante e dá aulas de culinária, que tudo acontece.

Pouco depois de chegar a esse lugar especial da sua infância, Holly perde a avó e herda a famosa escola Camilla’s Cuccinota onde acaba por encontrar consolo e descobrir um novo talento. Através das receitas especiais da avó, que incluem sempre a adição de um desejo ou a evocação de uma memória, Holly vai criando a sua própria receita para a felicidade, uma receita temperada com muita esperança, perdão, amizade e, por fim, generosamente polvilhada de amor.
Para ler (ou devorar) longe da cozinha.

Sobre o livro

«Um romance sobre comida, família e recordações, marcado pela ternura.» l Library Journal

«Uma história inteligente e sensível.» l USA Today

«Melissa Senate aborda o tema do amor e das recordações de uma forma envolvente, salientando a importância do conforto proporcionado pela comida.» l Publisher’s Weekly

Melissa Senate é autora de dez romances, incluindo o sucesso de vendas See Jane Date já adapatado para uma série televisiva. É também autora de contos editados em várias coletâneas.


"A Abadia de Northanger" (Jane Austen): OPINIÃO!

"A Abadia de Northanger" foi o clássico escolhido para o desafio de Dezembro de 2012 - Jane Austen. Embora me tenham dito que a autora tem outros livros melhores, nomeadamente "Orgulho e Preconceito" e "Persuasão", optei por este e embrenhei-me na história da jovem Catherine Morland.

Catherine é uma jovem que se sente amaldiçoada pela sua sorte muito por culpa da pacatez da sua vida sem acontecimentos e emoções até que a sua sorte muda quando é convidada pela família Allen para passar uns dias no balneário de Bath, em Inglaterra. 

A emoção aparece então na vida de Catherine Morland quando começa a ir a bailes, a teatros, a fazer passeios e a conhecer novas pessoas.

Através da escrita, a autora Jane Austen consegue transportar-nos para um ambiente cheio de glamour, emoção, ambiente esse pelo qual Catherine acaba por se deslumbrar.

Ao viver esta nova experiência, Catherine trava conhecimento com os jovens John Thorpe e Henry Tilney, ao mesmo tempo que cria amizade com Isabella - irmã de John Thorpe.

A jovem Catherine Morland vê-se dividida entre dois amores e o no seu coração reina a dúvida quanto aos seus sentimentos.

Quando Catherine é convidada para passar uns dias na Abadia de Northanger, propriedade dos Tilney, a autora Jane Austen acaba por nos remeter para uma parte da história marcada por uma aura de mistério. 

A abadia ancestral carrega um espírito sinistro que levará Catherine a imaginar crimes, mistérios e conspirações.

"A Abadia de Northanger" remete-nos para uma época clássica repleta de beleza, educação, classes sociais e convívio. Simultaneamente, este livro gira em torno da personalidade particular da jovem Catherine Morland e das suas aventuras e amores. Na trama sobressaem igualmente outras personagens secundárias que vêem a sua vida cruzar-se com a vida de Catherine, sendo que elas próprias vão viver as suas experiências, amores e desamores.

O espírito fantasioso e criativo de Catherine Morland acaba por conferir dramatismo ao enredo, ao passo que a escrita da autora é vincadamente tranquila.

Embora tenha sido uma leitura agradável, "A Abadia de Northanger" não foi dos Clássicos da Literatura que mais me cativou, sendo no entanto, importante realçar que o facto de ter lido este livro despertou a minha vontade de ler as outras obras da autora Jane Austen.

CLASSIFICAÇÃO: 3. Gostava de ter gostado mais!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Porto Editora - Ficção - Corrupção, segredos e crime na Alemanha nazi


Corrupção, segredos e crime na Alemanha nazi

Se os mortos não ressuscitam é o novo livro de Philip Kerr na Porto Editora

Título: Se os mortos não ressuscitam
Autor: Philip Kerr
Tradutor: José Vieira de Lima
Págs: 480
PVP: 18,80 €

Philip Kerr é um dos principais autores do policial histórico da atualidade, conhecido por eleger a Alemanha do Terceiro Reich como um dos seus cenários prediletos. Se os mortos não ressuscitam, que está a partir de hoje à venda nas livrarias, é o segundo livro do escritor britânico na Porto Editora.

A história de Se os mortos não ressuscitam tem início na Berlim nazi, atmosfera que o autor descreve com especial e reconhecida mestria. A trama passa depois para a Cuba dos anos cinquenta, onde o protagonista, o detetive Bernie Gunther, se irá cruzar com figuras de um passado que tenta ocultar a todo o custo.

Os livros de Philip Kerr estão traduzidos para 28 idiomas e no catálogo da Porto Editora figura já O Projecto Janus. Se os mortos não ressuscitam foi galardoado com o Prémio Internacional de Novela Negra RBA, o mais lucrativo do mundo para a ficção policial, entre outras importantes distinções.

O LIVRO

Berlim, 1934. Os nazis garantiram a realização dos Jogos Olímpicos de 1936, mas enfrentam grande resistência estrangeira. Hitler e Avery Brundage, o presidente do Comité Olímpico dos Estados Unidos, tudo fazem para tentar encobrir o antissemitismo nazi e assim convencer a América a participar nos Jogos. Bernie Gunther, agora detetive num dos hotéis mais conceituados de Berlim, vê-se arrastado para este mundo de corrupção internacional, enredado entre as várias fações do aparelho nazi.

Havana, 1954. Fulgencio Batista, apoiado pela CIA, acabou de subir ao poder. Fidel Castro foi preso e a Máfia americana ganha poder sobre a indústria do jogo e da prostituição. Bernie, recentemente expulso de Buenos Aires, reemerge em Cuba com uma nova identidade, decidido a levar uma vida de relativa paz. No entanto, quando se depara com duas figuras do passado – um pérfido assassino dos tempos de Berlim, que pouco depois é misteriosamente assassinado, e uma antiga amante que, ao que tudo indica, poderá ser a responsável pelo crime –, percebe que não tem como lhe fugir.

Primeiras páginas: aqui

O AUTOR

Philip Kerr nasceu em Edimburgo em 1956 e estudou Direito na Universidade de Birmingham. Colabora assiduamente em publicações como o Sunday Times, o Evening Standard e o New Statesman. Para além dos catorze romances publicados, escreveu uma série de livros juvenis com o pseudónimo de P. B. Kerr. Traduzido em 25 idiomas, galardoado com inúmeros prémios importantes e com várias obras adaptadas ao cinema e à televisão, Philip Kerr é um dos nomes mais consagrados do policial inglês. Este seu romance mereceu o Prémio Internacional de Novela Negra RBA, o Ellis Peters Historical Dagger, da Crime Writers’ Association, e o Barry Award. No catálogo da Porto Editora figura já O Projecto Janus, outro livro protagonizado pelo detetive Bernie Gunther.

Página do autor: www.philipkerr.org

IMPRENSA

Um dos romances policiais mais empolgantes do ano.
Sunday Times

Uma das grandes proezas do policial contemporâneo.
Observer

Kerr é exímio na arte de capturar o sentimento de época, sem nunca se esquecer de entreter o leitor e sem cair no erro de oferecer visões políticas.
The Sun

Um romance carregado de mistério, que evoca a sensibilidade negra de Raymond Chandler e Ross Macdonald, ainda que trilhando o seu próprio terreno literário.
Los Angeles Times