sexta-feira, 1 de março de 2013

"Dois anos e uma eternidade" (Karen Kingsbury): OPINIÃO!

"Dois anos e uma eternidade" da autora Karen Kingsbury remete-nos, através da sua sinopse, para uma leitura repleta de emoção, desencontros, amor, amizade e segundas oportunidades.

Como pano de fundo surge-nos a livraria A Ponte do casal Charlie e Donna Barton e nós leitores apaixonados por livros ficamos instantaneamente encantados por nos irmos perder numa história onde a acção passa por um sítio repleto não só de livros mais também de várias vidas que em algum momento tiveram n' A Ponte o alívio de sofrimento, o florescer de amizade ou o nascimento de um amor.

Molly Allen e Ryan Kelly tiveram n' A Ponte o refúgio de uma história de jovens; uma história que por mal-entendidos toma rumos diferentes e separados.

"Dois anos e uma eternidade" gira em torno de dois casais: Charlie e Donna Barton e Molly Allen e Ryan Kelly: dois casais com idades distintas, com experiências de vida diferentes, em etapas da vida em nada semelhantes mas que vêem as suas vidas cruzarem-se por causa desta livraria.

Embora A Ponte tenha sido o local especial de Molly e Ryan, as suas vidas seguiram para outros lugares, enquanto que Charlie e Donna se vêem perante a possibilidade de perderem a sua livraria devido a umas cheias inesperadas e desastrosas.

É fruto do desespero pela possibilidade de se perder A Ponte, que surge a oportunidade de reencontro entre Molly e Ryan.

A autora Karen Kingsbury brinda-nos com um livro marcado pelo sentimento e pela emoção e traz-nos uma narrativa que cativa pela sua serenidade e simplicidade, mas sobretudo pelo significado que as suas palavras encerram.

"Dois anos e uma eternidade" não possui um enredo intrincado e complexo, cheio de personagens difíceis e, como tal, é a beleza da escrita da autora Karen Kingsbury que sobressai, já que através de personagens simples e humanas faz o leitor viajar por um sem número de emoções e sentimentos, ao mesmo tempo que a importância das relações que se estabelecem entre personagens brilha de forma inequívoca.

A narrativa é tão melódica e a escrita tão tranquila que o leitor deixa-se embalar por uma história que o faz acreditar nas segundas oportunidades da vida.

Finda a leitura de "Dois anos e uma eternidade" fica uma sensação de calma e de resolução plena no leitor. Através deste livro tão simples, a autora Karen Kingsbury consegue transmitir uma mensagem poderosa e cheia de significado.

Em suma, a autora Karen Kingsbury faz das suas personagens, das suas relações e da mensagem inserida neste livro, a maior riqueza desta leitura que se afigura envolvente e emotiva.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!


No próximo dia 7 de Março a Presença lança: "Valentina - O Lado Obscuro do Desejo" (1.º Volume de uma trilogia erótica)

Valentina – O Lado Obscuro do Desejo 
(1.º Volume de uma trilogia erótica)
Autora: Evie Blake
Título Original: Valentina in the Dark Room
Tradução: Ana Cristina Pais
Páginas: 352
Coleção: Grandes Narrativas Nº 543
PREÇO SEM IVA: 17,45€ / PREÇO COM IVA: 18,50€
ISBN: 978-972-23-5031-0

Data de Publicação: 7 de Março 2013

UM ROMANCE ERÓTICO SOBRE O AMOR, O MISTÉRIO
E O LADO OBSCURO DO DESEJO

Valentina Rosselli, uma bela e sensual fotógrafa de moda italiana, vive  há cerca de um ano com Theo Steen, crítico de arte e marchand.  Este desejaria que Valentina assumisse plenamente a relação, mas ela receia comprometer-se. Theo parte em viagem, deixando-lhe como presente um álbum de fotos antigas de uma mulher em poses eróticas. Quem será essa mulher? Qual a intenção de Theo ao deixar-lhe aquele presente? Valentina sente que tem um significado especial para si e tenciona desvendar o mistério. Entretanto recebe um convite para fazer fotografias artísticas sobre pessoas que exploram o lado negro do desejo... Um livro inteligente sobre a liberdade no feminino, onde perpassa um erotismo vibrante.

Evie Blake é o pseudónimo de Noelle Harrison, autora de várias peças de teatro e de quatro livros, que se  estreou na literatura com o romance Beatrice (2004). Nascida em Londres, vive atualmente em Bergen, na Noruega. Valentina – O Lado Obscuro do Desejo é fruto de um convite feito a Noelle Harrison para escrever uma trilogia inspirada na icónica heroína de Guido Crepax, autor da muito célebre série de banda desenhada Valentina criada na década de 1960. Este primeiro volume tem vindo a ser publicado em datas muito próximas em vários países: Reino Unido, Alemanha, Itália, Rússia, Holanda, Espanha, Portugal, Suécia, Noruega, Finlândia, Croácia e Eslovénia.

Valentina – O Lado Obscuro do Desejo destina-se a quem gosta de obscenidade com um toque de classe, aos leitores de Kate Morton que preferem livros «só para adultos». Um romance erótico com uma surpreendente qualidade literária.

«Livremente inspirado na icónica heroína de Guido Crepax, Valentina – O Lado Obscuro do Desejo é um romance erótico que não deixa ninguém indiferente.»
Giunti Editore

GÉNERO: Romance Erótico.

PÚBLICO-ALVO: Público essencialmente feminino, a partir dos 18 anos.


Resultado do Passatempo "Cartas que falam" de Bruno Araújo


Aqui está o resultado do passatempo realizado com a preciosa colaboração do autor Bruno Araújo que terminou ontem dia 28 de Fevereiro às 23h59 e que tinha para oferecer 1 exemplar do livro "Cartas que Falam"!

Neste passatempo contamos com 119 participações válidas! (Algumas participações foram eliminadas por terem respostas erradas e moradas repetidas. Atenção às regras nos próximos passatempos).

Obrigado por continuarem a participar nestes passatempos :D!

As respostas correctas às perguntas eram:

1. "Cartas que falam" faz um retrato de uma vida polémica, repleta de mentiras, depressões, maus tratos, violência, bullying, e tentativas de suicídio:
Resposta: verdadeiro.

2. Como se chama a personagem que através destas cartas denuncia o seu desejo de viver e enfrentar a realidade, o primeiro passo na sua (re)descoberta?
Resposta: Filipe Gomes.

3. Onde nasceu o autor Bruno Araújo?
Resposta: Setúbal.

Desta vez tínhamos 1 livro para oferecer!

A vencedora do passatempo é:

59. Sara Paredes (Agualva - Cacém)


Parabéns!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Novidade Clube do Autor - "A Terra Mãe": Março


A Mãe Terra
de Jean Auel
Edição: 2013
Páginas: 584
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789897240584

No próximo dia 7 de Março chega às livrarias A Mãe Terra

Sobre ele escreveu o The New York Times que nos dá uma perspetiva magistral da cultura humana. (…) Apaixonante, imaginativa e consistente. 

Será por isso que Jean M. Auel tem mais de 45 milhões de leitores em todo o mundo?

Uma das mais populares sagas sobre a Europa Pré-Histórica. Um extraordinário fenómeno literário que combina o rigor científico com uma imaginação prodigiosa.

Sinopse:

Para se tornar na líder espiritual do seu povo, Ayla empreende uma emocionante viagem na qual descobrirá o fascínio e o misticismo das cavernas sagradas e das suas pinturas rupestres. Há muitos anos, Ayla foi expulsa do Clã do Urso das Cavernas. Sozinha, viajou pelo continente europeu, conhecendo novos povos e hábitos, até que finalmente encontrou Jondalar, a sua alma gémea. Juntos, estabelecem-se na Nona Caverna — o abrigo de pedra que era o lar de Jondalar —, com a sua bebé, Jonayla, e os restantes membros do clã. Ayla foi escolhida como acólita e embarcou na árdua tarefa de se tornar líder espiritual e curandeira, que tenta conciliar com as suas ocupações de jovem mãe. Ayla e Jondalar não tardam a enfrentar novos desafios, dadas as dificuldades de sobrevivência na época, mas a sua prioridade é cuidar da filha e do bem-estar dos seus animais: Lobo e os três cavalos, Whinney, Racer e Gray. 

À medida que Ayla se embrenha na aprendizagem espiritual, sente-se cada vez mais só e com saudades da família. Os ritos aproximam-na perigosamente da morte, mas é graças a eles que Ayla recebe o Dom do Conhecimento, uma revelação tão importante sobre a procriação humana que irá mudar o mundo para sempre. 

Caçadas, cerimónias sagradas e ritos matrimoniais são apenas alguns dos episódios que Jean Auel retrata com mestria. A autora reconstrói o modo de vida na Pré-História e faz deste livro uma criação histórica cativante, rigorosa e inesquecível.

Para quem não conhece a autora, aqui fica uma breve entrevista:

É conhecida mundialmente pelo rigor científico com que escreve acerca das suas investigações arqueológicas. Quais são as suas fontes?

A maior parte da informação resulta de horas e horas de trabalho em bibliotecas, mas também tenho aprendido muito perguntando, frequentando cursos e viajando. Participei, por exemplo, num curso de sobrevivência no Ártico e num outro sobre os indígenas, em que aprendi, por um lado, como viviam e, por outro, como preservar a pele de veado e aproveitá-la para criar peças de vestuário. Frequentei igualmente alguns seminários para aprender a identificar plantas silvestres e também um curso de cozinha em que aprendi a utilizá-las. As capacidades da Ayla enquanto curandeira resultam de aprendizagens várias recolhidas em livros que ensinam a prestar os primeiros socorros, em manuais sobre ervas medicinais e naquilo que aprendi ao longo do tempo com médicos, enfermeiras, paramédicos, etc.
 
Neste livro, as pinturas rupestres ocupam um lugar de destaque. Visitou algumas das cavernas de que fala em A Mãe Terra?

Sim, visitei todas as cavernas descritas no livro e posso dizer que a sensação de ali estar é indescritível. No seu interior sente-se uma ligação muito forte com quem fez aquelas pinturas. Aliás, visitar esses locais faz parte do meu trabalho de investigação história, e é algo que me dá particular prazer. De todos os espaços que já tive oportunidade de visitar, destaco a visita ao Abrigo do Lagar Velho, na zona de Leiria, a primeira sepultura do Paleolítico Superior da Península Ibérica. Nesse local foi descoberto o «Menino do Lapedo», cujo esqueleto provou o contacto entre o homem de Neandertal e o Homem Moderno (Homo sapiens) e o cruzamento entre espécies.
 
Quanto de ficção e quanto de realidade encontramos na sua obra?

Embora baseados em factos reais, os meus livros são um trabalho de ficção. De há 30 000 anos restam-nos apenas alguns objetos feitos em pedra ou osso, ADN recolhido de alguns vestígios de sangue de animais ou pólen de plantas medicinais encontrados em túmulos dessa época.

É apaixonante investigar um esqueleto do Neandertal: estudando os seus ossos podemos descobrir, por exemplo, se o falecido perdera um olho quando era jovem, se fora amputado de um braço ou coxeava. Com estas características seria impossível, por exemplo, que este homem participasse na caça aos mamutes. E a partir daqui podemos questionar-nos: por que razão perdeu o braço? Quem lhe estancou a hemorragia? Como conseguiu sobreviver com estas limitações e chegar à velhice? Com certeza tinha alguém a seu lado, alguém que o amava. Ou será que a sua cultura protegia os mais débeis e desprotegidos? Em qualquer dos casos, facilmente se percebe que os nossos antepassados não eram brutos.
 
E depois deste livro, o que se segue?

Continuo a investigar e tenho já muitas ideias. Todavia, neste momento, não tenho qualquer plano em concreto. Mas não tenho dúvidas: vou continuar a escrever.


"Mariana" (Susanna Kearsley): OPINIÃO!

Na minha opinião a autora Susanna Kearsley colocou a fasquia muito alta com o seu anterior livro "O Segredo de Sophia" pelo que quando me deparei com a sinopse deste "Mariana" fiquei deveras curiosa.

Desde pequena que Julia Beckett intuía que Greywethers, numa pequena aldeia, era a sua casa e agora em adulta torna-se a sua proprietária. A intuição de Julia não falha e ao tornar-se proprietária de Greywethers, sente algo poderoso na sua nova casa e a sua vida começa a mudar.

Um laço invisível parece unir inexplicavelmente Julia à sua casa mas também aos seus novos vizinhos fazendo-a sentir como se já os conhecesse há muito tempo. Há uma estranha familiaridade espontânea entre Julia e os vizinhos, sendo que este mistério aos poucos vai sendo desvendado com o decurso da narrativa.

Julia Beckett é muito bem acolhida por esta pequena comunidade quente e amigável, pelo que depressa trava amizade com o jovem aristocrático Geoff - dono do Solar Crofton, com Vivien Wells - dona de um bar e com Iain Sumner, todos eles personagens que cativam pela simpatia, amizade e sentido de humor.

À parte de um enredo fascinante com personagens humanas e calorosas, o encanto desta leitura recai sobre as viagens entre o passado e o presente. Julia e Mariana aparecem-nos como duas personagens que se confundem. Mariana viveu na mesma casa há trezentos anos atrás e viu o seu destino ser tragicamente interrompido ficando uma história de amor por terminar.

Agora será Julia capaz de no presente cumprir o que foi interrompido no passado?

Com classe e expectativa, a autora Susanna Kearsley coloca-nos perante a temática da reencarnação e é inevitável que o leitor se questione sobre se acredita ou não o que o fará embrenhar-se nesta narrativa com maior ou menor emoção, desprendimento e espírito aberto.

Através de Julia e das incursões ao passado ficamos a conhecer a história da jovem e bela Mariana Farr, bem como a história de tantas outras personagens, sendo que a narrativa fascinante e romântica nos leva a viajar por uma Inglaterra do século XVII e por uma história pautada por romance, traição, mentiras e relações.

Com o avançar da leitura, o leitor começa a questionar-se se estas viagens diárias ao passado não estarão a fazer Julia viver mais no passado enquanto Mariana e a impedi-la de viver o presente como Julia na sua plenitude.

A autora Susanna Kearsley voltou a conquistar-me com a sua escrita doce, simples e fluída, à qual aliou com mestria uma narrativa para mim rica e fascinante por conjugar presente e passado de uma forma tão coesa e descomplicada. A forma como a autora faz estes saltos entre presente e passado é serena e não causa qualquer dificuldade na leitura.

A acção, por estar assente nesta narrativa repleta de saltos temporais, torna-se misteriosa levando o leitor a querer viajar entre dois tempos diferentes para conhecer todas as histórias das personagens e a sua evolução.

Susanna Kearsley em "Mariana" volta a mostrar-nos não só a sua criatividade, mas também a sua capacidade para dar vida a personagens reais, empáticas e humanas.

O final foi absolutamente inesperado deixando no leitor a vontade de querer descobrir mais tanto sobre as personagens do passado como as do presente.

CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente!