domingo, 13 de abril de 2014

Resultado do Passatempo: "E Agora?" de Miguel Henriques

Aqui está o resultado do passatempo realizado com a preciosa colaboração do autor Miguel Henriques que terminou ontem - dia 12 de Abril - às 23h59 e que tinha para oferecer 1 exemplar do seu livro "E Agora?".

Neste passatempo contamos com 126 participações válidas!

Obrigado por continuarem a participar nestes passatempos!

As respostas correctas às perguntas eram:


1. A complexidade da vida humana, no seu constante deambular em busca da felicidade, confronta-nos, amiudadas vezes, com variadíssimos desafios:
Resposta: verdadeiro.

2. "E Agora?" leva-nos a ter de traçar, no palco dramático da nossa existência, um novo rumo...
Resposta: a cada encruzilhada.

Desta vez tínhamos 1 livro para oferecer!

O vencedor do passatempo é:

125. Manuel Pereira (Sintra)

Parabéns!


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Passatempo Planeta: A Aposta da Rainha

Hoje o Refúgio dos Livros dá início a mais um passatempo realizado com a preciosa colaboração da Planeta, sendo que temos para oferecer um exemplar do livro "A Aposta da Rainha" da autora Barbara Kyle!

Regras do Passatempo:

1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 16 de Abril.

2) Os dados solicitados (nome completo, email, morada completa, código postal e localidade) têm de ser devidamente preenchidos. Qualquer participação que não possua algum destes dados é automaticamente anulada.

3) O vencedor será sorteado aleatoriamente, sendo o anúncio do vencedor efectuado por e-mail (para o vencedor) e publicado no blog.

4) Só é aceite uma participação por pessoa/morada e, por questões relacionadas com o envio do prémio só serão aceites participações de residentes em Portugal (continental e ilhas).

5) A morada dos par­ti­ci­pantes tem o intuito de facilitar o processo de envio do exemplar para o vencedor e estes dados não serão utilizados para qual­quer outra finalidade.

6) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.

As respostas poderão ser encontradas aqui!

Boa Sorte!

* Passatempo Encerrado *


quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Deixa dormir o diabo" (John Verdon): OPINIÃO!

John Verdon conquistou-me com o seu livro de estreia "Pensa num número" e depois confirmou a sua mestria como autor com "Não abras os olhos" e eis que agora surge "Deixa dormir o diabo": uma novidade Porto Editora com um título inquietante e uma capa misteriosa, aspectos que me suscitaram curiosidade, sendo que ainda fiquei mais alerta quando li a sinopse do livro. 

Iniciei o mês de Abril com a leitura de "Deixa dormir o diabo" de John Verdon suspeitando antecipadamente de que vinha aí mais um grande livro deste autor que já deu mostras suficientes da sua qualidade. As expectativas eram elevadas. O mistério que a sinopse revelava era denso. Parti para a leitura. Agarrei-me às páginas. Fui-me envolvendo, pouco a pouco, na história. Ansiei pelo desenrolar rápido da acção. Pelo desfecho final. Em menos de uma semana o livro estava lido. As expectativas foram fortemente cumpridas. John Verdon é sem dúvida um autor a manter debaixo de olho.

Dez anos se passaram desde que ocorreram seis homicídios. A ligar as seis vítimas apenas um elo comum: todas possuíam um Mercedes de cor preta. O FBI, que ficou encarregue do caso na altura, julga estar perante um assassino em série. Só que algo acontece: as mortes param. Seis pessoas morreram. O assassino não voltou a atacar desde então. Com base num manifesto enviado para o FBI, esta entidade policial acredita que os crimes foram cometidos para pôr a nu a ganância dos homens, para travar uma luta contra o mal. O leitor sente os crimes quase como se tratasse de uma forma de exterminar o Mal e fazer luz sobre os valores importantes. O assassino fica conhecido como o Bom Pastor. Não há mais pistas para seguir. O caso é arquivado.

E eis que Kim, uma jovem jornalista decide desenvolver um trabalho com os familiares das vítimas do Bom Pastor. Kim quer dar a conhecer a perspectiva daqueles que, pela perda, foram afectados e cujas famílias foram destroçadas por causa destas mortes. Só que Kim é uma jovem em início de carreira e decide então procurar a ajuda do famoso ex-detective de Homicídios da Polícia de Nova Iorque, já reformado, David Gurney. Kim acredita que Gurney é a pessoa indicada para lhe prestar ajuda a nível de consultadoria, dando-lhe uma visão mais experiente sobre o mundo dos homicídios e orientando-a neste seu projecto.

Inicialmente, John Verdon coloca-nos perante Gurney que, em consequência do último caso em que se envolveu ("Não Abras os Olhos"), vive agora uma rotina diária diferente. Encontramos um David Gurney apático, melancólico, a roçar a depressão, que não encontra felicidade na sua vida de reformado. Esta apatia leva-o a isolar-se na sua própria casa. Só que Kim, através da sua sugestão de parceria, acaba por despertar o detective adormecido em Gurney. Numa fase inicial, Gurney não vê com bons olhos esta proposta de colaboração, mas quando situações estranhas começam a acontecer na casa de Kim, Gurney começa a desconfiar que alguém não quer que o caso do Bom Pastor seja trazido ao presente.

A verdade é que, primeiramente, o leitor pode pensar que estes acontecimentos estranhos são obra de um ex-namorado perturbado de Kim que não aceitou bem o fim da relação, mas gradualmente vai-se sentindo no ar um peso de tensão, um adensar do mistério e a intuição de Gurney, que invariavelmente se prova ser certeira, diz-lhe que o caso do Bom Pastor não foi bem investigado e que estes acontecimentos estão relacionados com esse facto. Alguém quer aterrorizar Kim e levá-la a desistir deste projecto.

Um sussurro "Deixa dormir o diabo" arrepia a pele do leitor, fá-lo olhar por cima do ombro e rodear-se de luz, à medida que vai avançando na leitura e percebendo que o Bom Pastor pode estar de volta. 

Quem será o Bom Pastor? Por que razão matou seis pessoas? Terá mesmo sido para acabar com o Mal? Será que o Mercedes preto era o único elo comum entre as vítimas? 

Muitas são as dúvidas que assolam o espírito de Gurney e, à medida que vai tendo acesso a informações confidenciais deste caso, mais se convence que há algo para desvendar. O autor John Verdon é mestre em fazer o leitor entrar na mente de Gurney: é possível acompanhar o seu raciocínio enquanto vai analisando pistas, descobrindo quem eram as vítimas. A capacidade de análise de Gurney é surpreendente e traz à luz muitas pontas soltas deixadas pelo FBI.

A escrita de John Verdon é apaixonante e a forma como desenvolve a narrativa leva o leitor numa aventura pela páginas de "Deixa dormir o diabo" onde o suspense e o clima de tensão são intensamente palpáveis. Na mente do leitor permanece sempre a questão: "quem é afinal o Bom Pastor?", sendo que a resposta só é obtida mesmo na recta final, quando as peças todas se encaixam, o puzzle fica completo e o leitor é presentado com uma revelação surpreendente. 

A par de todo o enredo que se desenrola à volta desta investigação desencadeada pelo projecto de Kim, encontramos uma narrativa onde é dado um ênfase marcante à vertente pessoal e relacional de Gurney: reencontramos a sua esposa Madeleine e John Verdon dá-nos a conhecer, de forma profunda, o ponto onde se encontra este casal. A vertente emocional e familiar dos livros de John Verdon acabam por equilibrar a vertente de investigação e análise dos casos expostos criando uma narrativa deveras humana.

John Verdon explora as profundezas do ser humano nas suas variadas nuances, envolvendo-nos com crimes e com mentes complexas, revestindo a narrativa e o enredo de uma dimensão psicológica que cativa, aprisiona e apaixona.

As personagens, pelas suas dimensões pessoais, sociais e psicológicas, conferem uma riqueza extrema a toda a narrativa; cada uma desempenhando um papel fulcral para o desenrolar da acção e para o quadro final.

Concluindo, "Deixa dormir o diabo" de John Verdon reúne, de forma magistral, todos os ingredientes essenciais para um excelente policial: crimes, investigação, suspense, personagens complexas e muito mistério. A par disso, o autor constrói uma narrativa marcante onde a identidade do Bom Pastor é mantida em secretismo e muito bem escondida até às páginas finais. O desfecho é surpreendente. Não há como negar a excelência deste autor que nos brinda com mistério e humanidade.

CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente!


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Passatempo: "Perto de Ti, Longe de Nada" de Sílvia Soares

Hoje o Refúgio dos Livros dá início a um novo passatempo com a preciosa colaboração da autora Sílvia Soares temos para oferecer um exemplar autografado do seu livro "Perto de Ti, Longe de Nada".

Regras do Passatempo:

1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 14 de Abril.

2) Os dados solicitados (nome completo, email, morada completa, código postal e localidade) têm de ser devidamente preenchidos. Qualquer participação que não possua algum destes dados é automaticamente anulada.

3) O vencedor será sorteado aleatoriamente, sendo o anúncio do vencedor efectuado por e-mail (para o vencedor) e publicado no blog.

4) Só é aceite uma participação por pessoa/morada e, por questões relacionadas com o envio do prémio só serão aceites participações de residentes em Portugal (continental e ilhas).

5) A morada dos par­ti­ci­pantes tem o intuito de facilitar o processo de envio do exemplar para o vencedor e estes dados não serão utilizados para qual­quer outra finalidade.

6) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.

As respostas poderão ser encontradas aqui!

Boa Sorte!

* Passatempo Encerrado *

terça-feira, 8 de abril de 2014

"No teu deserto" (Miguel Sousa Tavares): OPINIÃO!

"No teu deserto" de Miguel Sousa Tavares esteve quase para não chegar às mãos dos leitores quando o computador do autor onde o manuscrito estava guardado foi roubado. Depois desta peripécia e de o autor ter recuperado o seu computador, "No teu deserto" chegou às livrarias em 2009 sob a chancela da Oficina do Livro. Esta leitura foi seleccionada para integrar o Desafio Literário 2014: Autores Portugueses e de Língua portugal, do mês de Março.

Fiz a minha estreia no autor com "Madrugada Suja" e agora em Abril tenciono ler o seu tão elogiado "Equador" e neste "No teu deserto", Miguel Sousa Tavares brinda-nos com um Quase Romance, de carácter autobiográfico, que nos leva por uma viagem pela imensidão do Sahara, viagem decorrida em 1987.

Neste livro de poucas páginas que pode ser lido quase de um fôlego, Miguel Sousa Tavares dá-nos a conhecer uma carta escrita para Cláudia, a mulher com quem partilhou esta experiência pelas paisagens e pelo silêncio do Sahara. 

Num registo intimista, Miguel Sousa Tavares faz uma homenagem a Cláudia. Narrado a duas vozes, masculina e feminina, o autor dá-nos a conhecer a visão de cada um dos protagonistas desta história, protagonistas tão diferentes que, ao partilharem uma viagem única, criam laços únicos.

"No teu deserto" carrega a sensação de um tributo a Cláudia, ao silêncio, ao deserto, bem como ao momento, aquele que se vive e que não se repete, aquele cujo significado se encerra no "agora", aquele que olhando para trás reaviva a saudade e se reveste de nostalgia.

Através de uma escrita fluída e, por vezes, quase poética, Miguel Sousa Tavares brinda-nos como uma história repleta de sentimento, conhecimento e viver.

Depois de em "Magrugada Suja" ter conhecido uma vertente crítica e mordaz do autor Miguel Sousa Tavares, neste "No teu deserto" fiquei a conhecer uma dimensão mais intimista e pessoal da sua escrita, facto que aponta para a sua capacidade criativa.

Gradualmente, o autor Miguel Sousa Tavares vai captando a minha atenção. As expectativas vão aumentando. 

E em "No teu deserto" fica a sensação de que este quase romance tinha tudo para alargar os seus horizontes, aprofundar as suas personagens, enriquecer as suas vivências e transformar-se num romance por mérito próprio. Não obstante, nas poucas páginas de "No teu deserto" está encerrada a essência de uma história que faz reflectir.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!