quinta-feira, 22 de maio de 2014

5 Sentidos - Ficção - "O Abraço da Noite" de Sadie Matthews

Título: O Abraço da Noite
Autores: Sadie Matthews
Tradução: Catarina Campos
Págs.: 272
Capa: mole com badanas
PVP: 15,50 €

No dia 23 de Maio, chega às livrarias nacionais O Abraço da Noite, de Sadie Matthews, o primeiro livro da nova trilogia erótica da chancela 5 Sentidos. Sem preconceitos, esta é uma história romântica e provocadora que, tendo como cenário a cidade de Londres, acompanha durante quatro semanas o casal Beth e Dominic na sua descoberta do amor e da paixão.

A autora, que tem escrito sob vários pseudónimos, tem já publicados 6 romances de literatura feminina.

Ainda este ano, serão lançados os outros dois livros da trilogia, Os Segredos da Noite e As Promessas da Noite.

SINOPSE 

Após descobrir que o namorado a estava a trair, Elizabeth Villiers aceita com entusiasmo o súbito convite de uma familiar para passar umas semanas na sua casa, em Londres. Nada melhor do que uma mudança para curar males de amor. O que Beth não esperava era conhecer Dominic – um homem elegante e atraente que lhe provoca sensações novas. Só que nem tudo é perfeito e este magnífico homem rapidamente revela um lado inesperado: adepto do mundo da dominação e submissão, Dominic não se recorda de como é amar; até que a atracção o conduz a Beth. Uma saga romântica e provocadora que explora o lado mais íntimo e intenso da vida e das relações amorosas, e onde o amor e o sexo brincam livremente, alheios a qualquer limite. Uma trilogia erótica que desafia os preconceitos.

PRIMEIRAS PÁGINAS
Disponíveis aqui.

A AUTORA

Sadie Matthews já escreveu, sob vários pseudónimos, seis romances de literatura feminina. Esta trilogia foi considerada pela revista Cosmopolitan uma das dez leituras obrigatórias para todos os fãs de As Cinquenta Sombras de Grey.

IMPRENSA 

Provocante, inebriante e irresistível… esta trilogia é um deleite de que não quererá prescindir. 
Waterstone

Um romance palpitante polvilhado de cenas tórridas. 
London Evening Standard

Se As Cinquenta Sombras de Grey despertaram a sua imaginação, então a história de Dominic e Beth irá mantê- -la acordada toda a noite. 
Cosmopolitan



segunda-feira, 19 de maio de 2014

"A Casa Negra" (Peter May): OPINIÃO!

"A Casa Negra" do autor Peter May seduziu-me pela sua sinopse e pela sua capa que nos levam a imaginar que vamos entrar numa leitura obscura, sombria e única. E finda a leitura não posso deixar de mencionar que a minha intuição estava perfeitamente correcta: este livro da Marcador é sem dúvida um thriller recheado de segredos, recantos e nuances

Mais do que um típico policial centrado na investigação criminal, "A Casa Negra", primeiro volume da Trilogia Lewis, é um thriller focado nas personagens, onde sobressai um apurado retrato de uma comunidade encerrada em si mesma. Afinal, a Ilha de Lewis é um dos locais mais recônditos da Escócia e viver numa ilha isolada e centrada nos seus ideais e tradições tem o seu efeito nos seus habitantes. 

A par do retrato de uma comunidade, o autor Peter May traz até ao seu leitor um conjunto de personagens, sendo que os seus passados vão sendo desvendados gradualmente, ao mesmo tempo que nos vamos apercebendo que o passado tem o seu impacto muito próprio no presente.

Fin Macleod viveu na Ilha de Lewis enquanto jovem, tendo sempre em si o desejo de fugir daquele lugar escuro, de ser livre num outro sítio com uma outra mentalidade e forma de estar, renascer noutra vida deixando o passado para trás. Agora em adulto, Fin é polícia e é a sua profissão que o vai levar de volta à Ilha de Lewis. Fin esteve envolvido na investigação de um crime e quando um outro crime, com o mesmo modus operandi, é cometido na Ilha de Lewis, Fin é chamado para avaliar se estes crimes estão relacionados e se o autor é o mesmo. Esta investigação vai levar Fin ao seu passado e vai levá-lo a reencontrar muitos daqueles que marcaram a sua infância naquela ilha.

Através da sua escrita repleta de descrições e de elementos muitos visuais, que colocam o leitor no centro da própria acção, o autor Peter May, a par da investigação criminal em curso, leva-nos até às personagens, sendo que Fin começa a conhecer um lado novo daquelas crianças que conheceu na sua infância e que eram os seus amigos de brincadeiras ou inimigos de discussões e aventuras perigosas. E é à medida que vamos sentindo um aprofundar de relações e de laços afectivos construídos na infância que vamos também entendendo o seu peso na investigação actual.

Através de uma narrativa que varia entre passado e presente, sem se tornar confusa, começamos a conhecer Fin de uma forma mais profunda e intensa e é o facto de o irmos conhecendo enquanto criança que nos leva a estabelecer uma empatia muito especial com esta personagem. Ao mesmo tempo, o autor Peter May mostra-nos Fin no presente, as suas relações, os seus sentimentos, a história da sua família e certos acontecimentos na sua vida conferem-lhe uma humanidade muito forte.

Em "A Casa Negra", é inegável que a verdadeira essência da narrativa está nas personagens: são os seus segredos que acabam por influenciar toda a acção e, como tal, apercebemo-nos que cada uma delas, à sua maneira, tem um impacto próprio no desenrolar da narrativa.

A escrita do autor aliada a um enredo por vezes pesado e inquietante, contribuem para que o leitor tenha uma sensação de urgência em avançar nas páginas, revelar segredos, deslaçar fios de mentiras e omissões e chegar à verdade.

O retrato psicológico que é feito sobre cada uma das personagens é simplesmente impressionante e leva-nos a conhecê-las até ao mais fundo do seu ser e da sua alma. Embora possamos ter as nossas desconfianças no que toca ao autor do crime que levou Fin, de volta, até à Ilha de Lewis, a verdade é que o autor Peter May cria um desfecho final que, decerto, não passará pela cabeça de nenhum leitor. Eu fiquei boquiaberta com as páginas finais, com a revelação da verdade. O autor cria uma tal envolvência psicológica através do seu enredo e constrói uma narrativa tão marcante que seria de esperar que o final não conseguisse bater a qualidade mostrada ao longo das páginas, mas a verdade é que o autor supera-se no final brindando o leitor com um misto de choque e perplexidade. 

Basicamente, Peter May conquistou-me com este seu livro "A Casa Negra" deixando em mim uma curiosidade e ansiedade imensa até que chegue o segundo volume desta trilogia. O leitor tem de estar preparado para uma leitura pesada e, por vezes, negra para conseguir absorver toda a excelência e todo o alcance desta narrativa: das suas verdades, das suas mentiras, dos seus elos e segredos, segredos esses que por vezes tentamos apagar para nos auto-preservar, mas que quando regressam à luz do dia mudam a nossa vida para sempre.

CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente!

Novidades ASA: Maio 2014

Quando Éramos Mentirosos
E. Lockhart
Ano da Edição: Maio de 2014
Número Páginas: 312
ISBN: 9789892327365
Editora: ASA

Sinopse:

E se alguém lhe perguntar como acabar este livro… MINTA.

A família Sinclair parece perfeita. Ninguém falha, levanta a voz ou cai no ridículo. Os Sinclair são atléticos, atraentes e felizes. A sua fortuna é antiga. Os seus verões são passados numa ilha privada, onde se reúnem todos os anos sem exceção. É sob o encantamento da ilha que Cadence, a mais jovem herdeira da fortuna familiar, comete um erro: apaixona-se desesperadamente. Cadence é brilhante, mas secretamente frágil e atormentada. Gat é determinado, mas abertamente impetuoso e inconveniente. A relação de ambos põe em causa as rígidas normas do clã. E isso simplesmente não pode acontecer. Os Sinclair parecem ter tudo. E têm, de facto. Têm segredos. Escondem tragédias. Vivem mentiras. E a maior de todas as mentiras é tão intolerável que não pode ser revelada. Nem mesmo a si.

“Absolutamente inesquecível.” – John Green

Sobre a autora:

E. Lockhart, pseudónimo de Emily Jenkins, foi finalista do National Book Award, bem como do Michael L. Printz Award. Tem um doutoramento em Literatura inglesa e dedica-se sobretudo à literatura juvenil. Vive em Nova Iorque.

Quem Ama Acredita
Nicholas Sparks
Ano da Edição: Maio de 2014
Número Páginas: 336
ISBN: 9789892327341
Editora: ASA

Sinopse:

Jeremy Marsh vive em Manhattan, onde a sua reputação como jornalista científico é irrepreensível. Cético por natureza, deleita-se a desmascarar falsos médiuns, cultos religiosos fraudulentos e terapias duvidosas. No dia em que chega a Boone Creek, uma pequena e pitoresca cidade na Carolina do Norte, Jeremy está seguro de que o mistério das fantasmagóricas luzes no cemitério local tem uma explicação racional. Lexie Darnell adora Boone Creek, onde trabalha como bibliotecária. Disposta a dar a conhecer a magia da cidade, ela acompanha Jeremy nas suas investigações. Lexie e Jeremy não podiam ser mais diferentes e, contudo, os sentimentos que os unem são intensos e verdadeiros. Jeremy sabe que a sua estadia em Boone Creek tem um prazo, findo o qual regressará à sua amada Nova Iorque. Por seu lado, Lexie sente que nunca será feliz numa cidade grande. O futuro da relação é impossível. A não ser que a realidade prove não ser tão racional assim…

Sobre o autor:

Nicholas Sparks nasceu em Omaha, no estado do Nebraska, Estados Unidos, a 31 de Dezembro de 1965. É um dos mais aclamados escritores da actualidade e todos os seus livros integram de imediato a lista de bestsellers do New York Times. A sua obra está traduzida para mais de 45 línguas, tendo vendido cerca de 80 milhões de exemplares até à data. Leitor compulsivo e ávido praticante de desporto, Nicholas Sparks apoia activamente diversas instituições de beneficência e contribui para o Programa de Escrita Criativa da Universidade de Notre Dame. Vive na Carolina do Norte, Estados Unidos, com a família.

N ou M?
Coleção: Obras de Agatha Christie - volume 79
Agatha Christie
Ano da Edição: Maio de 2014
Número Páginas: 240
ISBN: 9789892327389
Editora: ASA

Sinopse:

Em plena II Guerra Mundial, a Grã-Bretanha enfrenta não só a ameaça alemã mas também um arrepiante perigo interno: nazis que se fazem passar por cidadãos normais. Com o escalar da violência, os Serviços Secretos britânicos recorrem ao apoio de dois inesperados espiões: Tommy e Tuppence. A sua missão: identificar um casal de traidores, oculto entre os veraneantes de Sans Souci, uma respeitável estância balnear. Parece ser a ocasião perfeita para juntar trabalho e lazer. Não tivesse o sinistro casal acabado de matar o mais emblemático agente secreto de Sua Majestade…

N ou M (N or M) foi originalmente publicado em 1941 na Grã-Bretanha, tendo sido editado no mesmo ano nos Estados Unidos. 

Sobre a autora:

Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Em 1971, a rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mystery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.

O Teorema Katherine
O primeiro amor (após 19 tentativas vãs)
John Green
Ano da Edição: Maio de 2014
Número Páginas: 272
ISBN: 9789892326337
Editora: ASA

Sinopse:

Dezanove foram as vezes que Colin se apaixonou.
Das dezanove vezes a rapariga chamava-se Katherine.
Não Katie ou Kat, Kittie ou Cathy, e especialmente não Catherine, mas KATHERINE.
E das dezanove vezes, levou com os pés.

Desde que tinha idade suficiente para se sentir atraído por uma rapariga, Colin, ex-menino prodígio, talvez génio matemático, talvez não, doido por anagramas, saiu com dezanove Katherines. E todas o deixaram. Então ele decide inventar um teorema que prevê o resultado de qualquer relacionamento amoroso. E evitar, se possível, ter o coração novamente destroçado. Tudo isso no curso de um verão glorioso passado com o seu amigo Hassan a descobrir novos lugares, pessoas estranhas de todas as idades e raparigas especiais que têm a grande vantagem de não se chamarem Katherine.

Sobre o autor:

John Green é autor de vários bestsellers do New York Times, e de entre os muitos prémios que recebeu destacam-se o Printz Medal, um Printz Honor e o Edgar Award. Foi por duas vezes finalista do LA Times Book Prize.

Romance em Amesterdão
Tiago Rebelo
Ano da Edição: Maio de 2014
Número Páginas: 288
ISBN: 9789892326214
Editora: ASA

Sinopse:

Quando o amor parecia diluído no tempo, eis que volta a ser vivido no presente. Uma história apaixonante.

Passaram quinze anos desde a última vez em que Mariana e Zé Pedro estiveram juntos - tempo que poderia ter sido suficiente para fazer desmaiar os tons da paixão se os amantes fossem outros, se o sentimento não tivesse calado tão fundo nas suas almas. Mariana imaginara, milhares de vezes, o reencontro; Zé Pedro desesperara por voltar a vê-la. E, sem que nada o fizesse prever, um brevíssimo encontro, numa estação de metro apinhada de gente, vem tornar aqueles quinze anos quase irreais. Quando tudo parecia ter sido aplacado pelo tempo, quando tudo o que acontecera em Amesterdão parecia confinado ao universo das fantasias românticas e do sonho, eis que o passado ressurge e se impõe, com um ímpeto que os esmaga, que lhes revolve o coração. Mas peças no tabuleiro do jogo da vida são múltiplas e, não raras vezes, dotadas de vontade própria. A felicidade, alada e colorida, é tão apetecível quanto caprichosa - e sempre imprevisível.

Sobre o autor:

Tiago Rebelo é um escritor que nos faz procurar compreender quem somos através das suas histórias empolgantes e dos seus personagens consistentes. Com uma década de produção literária recheada de êxitos, é um dos autores preferidos do público português, sendo os seus livros uma presença habitual nos lugares cimeiros das principais tabelas de vendas nacionais. A sua obra está disponível em países como Angola, Brasil, Moçambique, Itália, Suiça e Argentina. A par da actividade literária, Tiago Rebelo tem uma longa carreira no jornalismo. É actualmente coordenador de informação na CMTV e escreve regularmente para a revista do Correio da Manhã.

Grace de Mónaco
Jeffrey Robinson
Ano da Edição: Maio de 2014
Número Páginas: 376
ISBN: 9789892325620
Editora: ASA

Sinopse:

Em 1955, Grace Kelly tinha a América a seus pés. Já ganhara um Óscar, era a atriz  preferida do grande mestre Hitchcock e uma estrela de Hollywood. Na Europa, o príncipe Rainier, soberano do Principado do Mónaco, era o solteirão mais cobiçado. Conheceram-se rodeados por uma comitiva e expostos aos flashes das câmaras fotográficas. Pouco sabiam um sobre o outro. O que se seguiu foi um dos romances mais badalados do século XX e um casamento que emocionou o mundo. O nascimento dos filhos - os príncipes Alberto, Carolina e Stéphanie - teve um impacto mediático sem precedentes. O Mónaco transformou-se no destino de sonho de milhões de pessoas. Foram tempos mágicos, nos quais tudo parecia possível. Mas o conto de fadas teria um fim abrupto. No fatídico dia 13 de setembro de 1982, Grace saiu de casa ao volante de um Rover e sofreu um acidente fatal. Nas colinas de Monte Carlo, morreu uma estrela e nasceu uma lenda. Numa iniciativa inédita, o príncipe Rainier e os filhos – o príncipe Alberto e as princesas Carolina e Stéphanie – colaboraram na escrita desta biografia. A história de amor entre Rainier e Grace; os anos rebeldes de Carolina e a morte trágica do seu marido, Stefano Casiraghi; o peso da responsabilidade do príncipe Alberto enquanto futuro monarca e a solidão de Stephanie após o acidente que vitimou a mãe, todos os momentos marcantes da Casa Grimaldi são pela primeira vez revelados pela família. Esta é a sua fascinante história.

Sobre o autor:

Jeffrey Robinson nasceu em Long Beach, Estados Unidos, em 1945. Trabalhou como jornalista freelance para diversos órgãos de comunicação social americanos e ingleses antes de se estabelecer como escritor de ficção e não-ficção. Actualmente, divide o tempo entre Nova Iorque e Londres mas viveu durante mais de uma década no Sul de França, onde conheceu a família Grimaldi e conseguiu o feito inédito de garantir a sua autorização para a escrita da biografia da princesa Grace. O príncipe Rainier garantiu a sua total colaboração e fez uma única exigência: “Conte a verdade”.


domingo, 18 de maio de 2014

Resultado do Passatempo Editorial Presença: "A Mulher Silenciosa"

Aqui está o resultado do passatempo realizado com a preciosa colaboração da Editorial Presença que terminou dia 16 de Maio às 23h59 e que tinha para oferecer um exemplar do livro "A Mulher Silenciosa" da autora A.S.A. Harrison!

Neste passatempo Editorial Presença contamos com 278 participações válidas!

Obrigado por continuarem a participar nestes passatempos :)!

As respostas correctas às perguntas eram:


1. Qual o nome do autor que refere o seguinte sobre este livro: «Uma leitura que me ia deixando quase sem fôlego à medida que me aproximava do final devastador.»?
Resposta: S. J. Watson.

2. Jodi fica a saber que Todd tem um relacionamento sério com a filha de um dos seus melhores amigos. Como se chama essa jovem? 
Resposta: Natasha Kovacs.

3. Um romance avassalador, misto de comédia de costumes e:
Resposta: thriller psicológico.

Desta vez tínhamos 1 livro para oferecer!

A vencedora do passatempo é:


64. Sílvia Caseiro (Castanheiro do Sul)

Parabéns!


«Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui»
«Para mais informações sobre o livro A Mulher Silenciosa, clique aqui»


sexta-feira, 16 de maio de 2014

"A Hipótese do Mal" (Donato Carrisi): OPINIÃO!

A minha estreia no autor Donato Carrisi foi com o seu livro "Sopro do Mal" que arrebatou-me de forma tão intensa que ainda hoje figura entre os meus livros preferidos de sempre. Entretanto, a Porto Editora publicou "O Tribunal das Almas" que também chamou a minha atenção e eis que agora chega até nós "A Hipótese do Mal" que resgata a personagem Mila Vasquez que ficamos a conhecer em "Sopro do Mal". Vi esta novidade, olhei para a capa, li a sinopse e fiquei automaticamente em pulgas para me aventurar nesta leitura.

Mais do que um policial com crimes e investigações, Donato Carrisi oferece aos seus leitores thrillers absurdamente envolventes, com narrativas marcantes, com personagens únicas e profundas, com acções viciantes e com enredos inteligentemente construídos.

Para mim, "A Hipótese do Mal" não destrona "Sopro do Mal" do seu lugar de eleição no meu coração, mas anda lá perigosamente perto. Entrei na leitura. A pouco e pouco fui ficando envolvida e a premissa de que pessoas desaparecidas há muito tempo regressam de repente para matar criou em mim um fascínio vincado. Primeiro, somos levados a questionar-nos se estas pessoas desapareceram por vontade própria ou não. Em segundo, perguntamo-nos se estarão vivas ou mortas. E, por fim, queremos saber porque regressam para praticar o mal. Será um grupo terrorista? Será um culto? Haverá um "mestre" por detrás desta acção?

Mila Vasquez trabalha para a polícia no Gabinete de pessoas desaparecidas, mais conhecido como "Limbo" e quando esta série de homicídios começa a acontecer e se começa a perceber que quem mata é uma pessoa que até então estava desaparecida, Mila é chamada pelos seus superiores para participar nesta investigação. Só que Mila não é uma mulher qualquer. Mila esteve envolvida anteriormente num caso extremamente complexo e, inicialmente, resiste a envolver-me nesta investigação actual. Mila é uma mulher marcada pelo passado, incapaz de avaliar o perigo e que se sente atraída pelas sombras, quase como se fosse puxada por uma força invisível e irresistível. Envolver-se neste caso é arriscar-se a entrar no submundo do mal.

A par de Mila Vasquez, o autor Donato Carrisi brinda o leitor com uma nova personagem: Simon Berish, um polícia rejeitado pela sua própria classe profissional por, no passado, ter estado envolvido num caso de corrupção. Simon é também ele uma personagem marcante, com um passado doloroso que acabará por trabalhar conjuntamente com Mila nesta investigação peculiar.

A verdade é que o autor Donato Carrisi dá vida a personagens extremamente marcantes, com backgrounds únicos e doridos que são trazidos para a narrativa e que criam uma envolvência muito humana no desenrolar da acção. A profundidade emocional e psicológica que o autor consegue dar aos seus personagens é tal que o leitor acaba por ser atraído pelas mesmas, deixando-se levar até às profundezas das suas almas.

Em comum, Mila e Simon têm passados conturbados, segredos enraizados no lugar mais fundo do seu ser. Ambos vivem com os demónios dos seus passados, sendo que esta componente psicológica acaba por conferir uma densidade absoluta ao enredo.

A par deste casal de protagonistas, "A Hipótese do Mal" vive também de tantas outras personagens que, embora possam parecer mais secundárias, desempenham um papel fulcral no desenrolar da narrativa e que em função das suas próprias vivências, experiências e passados, a enriquecem, de maneira indubitável. Afinal, a magia do enredo está no conjunto das várias personagens cujos segredos, esquemas, mentiras e passados confluem para um final extraordinariamente surpreendente.

Assim, a par da acção, da investigação e dos crimes, somos atraídos pelas personagens, pelas suas vivências, pelos seus comportamentos e acções. E se por vezes julgamos conhecer determinada personagem, a verdade é que há alturas em que ficamos chocados com revelações e com o seu envolvimento no decurso da acção e no próprio desenrolar do mistério. Donato Carrisi constrói personagens com dimensões múltiplas e secretas, criando no leitor uma sensação de desconfiança relativamente às suas verdadeiras personalidades e secretos objectivos.

No decorrer da narrativa senti-me por vezes inquieta, outras tantas confusa e outras ainda curiosa, ansiosa e na expectativa relativamente ao desfecho do livro.

"A Hipótese do Mal" aparece-nos como uma narrativa imbuída de suspense, de tensão e de sombras. E a verdade é que todo o enredo despertou em mim reflexões interiores, pois todos nós em algum ponto das nossas vidas já desejamos desaparecer, deixar o passado para trás, deixar a nossa existência actual para trás e começar num sítio novo, uma vida nova. Estas reflexões levam-nos a sentir, em determinado momento, algum grau de empatia por aqueles que decidiram desaparecer. E, de repente, essa empatia transforma-se em estupefacção quando essas pessoas reaparecem para matar. Conheces a hipótese do mal? Será que o mal cometido com um objectivo para o bem justifica a acção em si?

Durante a leitura houve momentos em que tive de parar e inspirar fundo para conseguir absorver certos acontecimentos e outros momento houve em que, pura e simplesmente, tive de voltar atrás e reler as mesmas linhas para me assegurar de que tinha lido e compreendido bem.

O autor cria um enredo tão intrincado que a cada página somos surpreendidos. É inquestionável que Donato Carrisi consegue criar, de tal forma, um nó feito de suspense e de pequenos fios de mistério e ligações que vão sendo tecidos ao longo da narrativa, que o leitor pode pensar que já descobriu a verdade e, repentinamente, aperceber-se de que nada é afinal o que parecia ser. O autor cria no leitor uma ânsia intensa de deslaçar estas linhas para conseguir terminar o puzzle e compreender a plenitude da verdade. 

Em suma, em "A Hipótese do Mal", o autor Donato Carrisi volta a mostrar por que é um mestre a construir enredos genialmente arquitectados, onde a narrativa é toda ela marcada pelo suspense, pela profundidade psicológica, pela densidade humana e pelo mistério até à última linha, linha essa que provoca um formigueiro e uma inquietude no leitor por deixar no ar a possibilidade de uma nova história.

CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente!