terça-feira, 11 de novembro de 2014

Porto Editora - Ficção - Lars Kepler no seu melhor

Título: O Homem da Areia
Autor: Lars Kepler
Tradutor: Ana Diniz
Págs.: 504
PVP: 17,70 €

Porto Editora publicou ontem, dia 10 de novembro, O Homem da Areia, um novo e emocionante policial da dupla Lars Kepler. Tendo já alcançado um tremendo sucesso internacional, este é o quarto livro da série protagonizada pelo comissário Joona Linna, que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares em todo o mundo.

Para além dos leitores, também a crítica internacional se tem rendido a este livro. O jornal The Sunday Times escreveu recentemente que «os enredos dos Kepler são sempre surpreendentes, mas O Homem da Areia é um dos policiais mais arrepiantes do ano».

SINOPSE

Jurek Walter é um dos assassinos em série mais perigosos e mortais do mundo, um psicopata tão sinistro e tão inteligente como Hannibal Lecter. Embora esteja há mais de uma década encarcerado na ala psiquiátrica de um hospital de alta segurança, a Polícia jamais conseguiu desvendar os seus crimes e descobrir o paradeiro das suas inúmeras vítimas. No entanto, quando o jovem Mikael Kohler- -Frost, supostamente morto há mais de sete anos, é encontrado a vaguear numa ponte ferroviária, hipotérmico e às portas da morte, o comissário Joona Linna vê-se obrigado a reabrir o caso e a aproximar-se do homem que o privou da sua família, o homem que, mais do que tudo, o deseja morto. À medida que as investigações avançam, o perigo adensa-se e torna- -se imperativo entrar na mente do perigoso assassino, antes que o tempo se esgote…

PRIMEIRAS PÁGINAS
Disponíveis aqui

OS AUTORES

Lars Kepler é o pseudónimo de uma dupla de escritores de sucesso na Suécia: Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. O Hipnotista, primeiro volume da saga, alcançou um enorme sucesso internacional e foi recentemente adaptado ao cinema pela mão do realizador Lasse Hallström. Depois de O Hipnotista, O Executor e A Vidente, chega-nos O Homem da Areia.

Mais informações em www.larskepler.com

IMPRENSA

Veloz […], carregado de nuances que o separam claramente dos restantes policiais. O leitor ficará aterrorizado.
Evening Standard

Um aviso ao leitor: se abrir o livro, não será capaz de o largar. É horrendo. É assustador. É emocionante.
Sundsvalls Tidning

Lars Kepler, os sucessores de Larsson.
El Mundo

Joona Lina é um polícia deveras merecedor de uma série de romances.
José Riço Direitinho, Ípsilon





quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Passatempo Editorial Presença: "Serena" de Ron Rash

Hoje o Refúgio dos Livros dá início a mais um passatempo com a preciosa colaboração da Editorial Presença e temos para oferecer um exemplar do livro "Serena" do autor Ron Rash!

Regras do Passatempo:

1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 16 de Novembro.

2) Os dados solicitados (nome completo, email, morada completa, código postal e localidade) têm de ser devidamente preenchidos. Qualquer participação que não possua algum destes dados é automaticamente anulada.

3) O vencedor será sorteado aleatoriamente, sendo o anúncio do vencedor efectuado por e-mail (para o vencedor) e publicado no blog.

4) Só é aceite uma participação por pessoa/morada e, por questões relacionadas com o envio do prémio só serão aceites participações de residentes em Portugal (continental e ilhas).

5) A morada dos par­ti­ci­pantes tem o intuito de facilitar o processo de envio do exemplar para o vencedor e estes dados não serão utilizados para qual­quer outra finalidade.

6) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela própria e/ou pela editora.

As respostas poderão ser encontradas aqui!

Boa Sorte!

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui


* Passatempo Encerrado *


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Das estantes para as minhas mãos: Outubro


Outubro já terminou e está na altura de dar destaque à rubrica "Das estantes para as minhas mãos"!

Outubro foi um mês com menos tempo para as leituras, mas ainda assim li livros muito interessantes e diferentes!

No mês de Outubro saíram os seguintes livrinhos "Das estantes para as minhas mãos":


E foram eles:

  • A Mulher Má (Marc Pastor) (crítica a publicar brevemente)
  • Os apanhadores de conchas (Rosamunde Pilcher) (leitura transitou de Outubro para Novembro) (a ler no momento)

    Já leram algum? O que acharam? Está algum nas vossas wishlists?

    terça-feira, 4 de novembro de 2014

    Novidade Editorial Presença: "Serena" de Ron Rash

    Serena
    Ron Rash
    Título Original: Serena
    Tradução: Isabel Nunes e Helena Sobral
    Páginas: 368
    Coleção: Grandes Narrativas Nº 593
    PREÇO SEM IVA: 15,94€ / PREÇO COM IVA: 16,90€
    ISBN: 978-972-23-5169-0
    Código de Barras: 9789722351690

    Data de Publicação: 4 Novembro 2014


    OBRA NOS CINEMAS A 20 DE NOVEMBRO 2014 COM JENNIFER LAWRENCE E BRADLEY COOPER

    Trailer do filme aqui!

    O LIVRO:

    • Bestseller do The New York Times
    • Finalista do Prémio PEN/Faulkner
    • «Um dos Melhores Livros do Ano» segundo a Amazon.com
    • Considerado «Melhor Livro do Ano» por diversos jornais, incluindo The New York Times, Washington Post, San Francisco Chronicle, Chicago Tribune e Miami Herald.

    Sinopse:

    Início da Grande Depressão. George Pemberton está de regresso à Carolina do Norte depois de três meses passados em Boston. Traz consigo a sua mulher, Serena, e os planos de ambos para se tornarem, unindo os recursos de cada um, barões da indústria madeireira. Em poucos anos o império cresce, gerido em parte pela mão implacável e sem escrúpulos de Serena, que não hesita em eliminar qualquer ameaça às suas ambições. Quando descobre que não poderá ter filhos e que George tem um filho de uma anterior relação, Serena fica determinada a não deixar que nada nem ninguém se intrometa entre si e o marido. Num cenário magistralmente evocado, povoado por uma galeria de personagens memoráveis, encontramos uma história surpreendente de amor e obsessão.

    Sobre o autor:

    Ron Rash nasceu em 1953 na Carolina do Sul, Estados Unidos. Em 1994 escreveu o seu primeiro livro, e desde então já publicou várias obras de poesia e ficção, pelas quais tem recebido diversos prémios e distinções. Serena foi finalista do prémio PEN/Faulkner de 2009 e bestseller do New York Times. Os direitos de tradução foram adquiridos em mais de uma dúzia de idiomas, tendo sido adaptado ao cinema com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper nos papéis principais.

    GÉNERO: Ficção e Literatura/Romance Contemporâneo.

    PÚBLICO-ALVO: Leitores de Ficção Histórica.

    CITAÇÕES IMPRENSA ESTRANGEIRA:

    «Uma obra brilhante da ficção contemporânea, que revela um notável equilíbrio entre beleza e violência, paixão e fúria, crueldade e amor.»
    Amazon.com

    «Perfeito, intenso, dramático e absorvente desde o seu inesquecível primeiro parágrafo.»
    The New York Times

    Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.


    domingo, 2 de novembro de 2014

    "O Pintassilgo" (Donna Tartt): OPINIÃO!

    À primeira vista, "O Pintassilgo" de Donna Tartt pode intimidar pelo seu elevado número de páginas e ao espreitarmos as páginas, antes de começarmos efectivamente a ler, podemos ficar assoberbados ao ver um texto tão denso, mas a verdade é que quando entramos na leitura constatamos que a escrita da autora possui uma simplicidade inesperada aliada, de forma magistral, a uma narrativa profunda, marcada pela sua carga dramática que prende o leitor a cada linha.

    Vencedor do Prémio Pullitzer 2014, "O Pintassilgo" não reúne o consenso por parte da crítica, mas a meu ver, os grandes livros provocam sempre reacções díspares e cada leitor retirará as suas reflexões próprias e significados consoante as suas vivências e capacidade de abertura a este livro tão intenso e único.

    Aos treze anos, Theodore Decker perde a sua mãe num atentado à bomba no Metropolitan Museum. Theo é um dos poucos sobreviventes. Agora aos vinte e sete anos sonha pela primeira vez com a sua mãe. Assim, começa a narrativa no presente e, através de um flashback, regressamos àquele momento que mudaria para sempre a vida de Theo: a morte da sua mãe. As descrições deste acontecimento são tão intensas e detalhadas que o leitor fica imediatamente preso à narrativa, narrativa essa que é feita pela própria voz de Theo o que faz com que o leitor se torne muito próximo deste menino/homem que se, por um lado, nos toca por causa das vivências tão traumáticas e irreversíveis que experimenta em tenra idade, por outro, nos suscita reacções adversas pelos caminhos sinuosos que escolhe seguir.

    Embora o título do livro seja "O Pintassilgo", a verdade é que esta obra de arte do pintor Fabritius, do século XVII, é um elemento periférico na narrativa, sendo que esta se centra fundamentalmente na vida de Theo e é com beleza e humanidade que Donna Tartt nos mostra o crescimento de Theo. O leitor acompanha cada fase da sua vida desde a infância, passando pela adolescência até à idade adulta, sendo que a autora coloca a nu, de forma única, as fragilidades e vivências próprias de cada uma destas etapas.

    É inquestionável que a morte da mãe marca Theo profundamente alterando o seu percurso de vida de forma inequívoca. Theo perde a mãe e vai viver para casa dos pais de um amigo seu. O seu mundo mudou repentinamente. O seu pai tinha-os abandonado pouco antes deste acontecimento trágico pelo que Theo não sabe do seu paradeiro. A viver com esta nova "família" em regime temporário, Theo cria laços e fomenta novas relações. Até que algo novo acontece. E a vida de Theo muda de novo. Neste cenário é impensável não sentir a crítica implícita aos serviços sociais e aos seus procedimentos. A prioridade é sempre que a criança/adolescente fique com alguém da sua família biológica. Mas a verdade é que a família biológica nem sempre é garantia das melhores condições emocionais para se crescer e isso ficará bem visível com o desenrolar da narrativa. Theo é mais uma vez "desenraizado" e tem de aprender a se readaptar a uma nova realidade.

    O sentimento de perda, a vivência do luto pela perda da mãe e o sentimento de culpa atingem o leitor provocando-lhe emoções que ficam consigo ao longo das páginas. Theo não é o herói comum que tão presente está em inúmeras outras narrativas, mas sim um ser humano que se reveste de nuances que lhe conferem uma complexidade e profundidade únicas e intensamente credíveis.

    Donna Tartt elabora um enredo onde a capacidade de adaptação de Theo é posta à prova de forma constante e é numa das novas etapas da sua vida que surge Boris, um novo amigo, que oferece à narrativa momentos de humor, no que concerne à experiência traumática que Theo viveu em consequência da morte da sua mãe, o que leva o leitor a uma reflexão.

    E a verdade é que a extensão e a densidade da trama em nada interfere no ritmo da leitura, sendo que "O Pintassilgo" se revela um livro cativante levando o leitor num folhear de páginas célere e vibrante.

    Ainda que sejam feitas considerações subtis sobre o mundo da arte, a verdade é que este livro se centra na vida de Theo, mas há que reflectir que "O Pintassilgo", obra tão apreciada pela mãe de Theo, acaba por ter um significado único como se este quadro fosse o elemento que o mantém ligado a ela.

    Em suma, esta narrativa encerra em si uma unicidade própria dos livros que perduram indefinidamente no espírito do leitor. E, finda a leitura, o amadurecimento da narrativa na mente e coração do leitor, permitem-lhe retirar novos significados mesmo depois do livro se ter fechado e guardado na estante. Além disso, "O Pintassilgo" possui a extraordinária capacidade de provocar, simultaneamente, emoções e reflexões pertinentes sobre a perda, o crescimento e a necessidade de nos adaptarmos face às circunstâncias da vida.

    CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente!

    «Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.»
    «Para mais informações sobre o livro O Pintassilgo, clique aqui.»