quarta-feira, 22 de abril de 2015

Novidades Planeta: Abril 2015 [2]

Estas novidades Planeta estão nas livrarias desde dia 15 de Abril.

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FICÇÃO ESTRANGEIRA

Desejo de Chocolate
Care Santos
384 páginas
19,85 €

Da mesma autora de A Cor da Memória, chega agora um novo e viciante romance, vencedor do Prémio Llull, o maior galardão em língua catalã.

Três mulheres . Três séculos
A mesma chocolateira de porcelana branca
Uma paixão muito gulosa

Através da paixão pelo chocolate, Care Santos descreve uma apaixonante viagem no tempo, que atravessa três séculos e o elemento que os une é uma requintada chocolateira branca que pertenceu à filha de Luís XIV, Madame Adelaide. Tal como em A Cor da Memória, Barcelona serve de cenário a todo este romance, ou não fosse esta uma cidade com grande tradição chocolateira e que foi um dos primeiros lugares onde o chocolate passou a ser um manjar da aristocracia.

Sinopse:

Desejo de Chocolate conta-nos a vida de três mulheres, que são as narradoras das histórias, e que têm em comum duas coisas: terem vivido em Barcelona e serem donas de uma chocolateira de porcelana branca, cuja inscrição na base tem uma peculiaridade: só cabe nela o conteúdo para três taças.

Sara: vive no presente e pertence a uma família de grande tradição chocolateira. Seguindo a carreira dos pais consegue que a chocolateira se expanda e orgulha-se de fabricar o melhor chocolate de Barcelona.

Aurora: vive no século o XIX. Filha ilegítima de uma criada que morreu ao dar à luz, foi acolhida pela família burguesa onde a mãe trabalhava, para servir a filha da família que nasceu ao mesmo tempo que ela. Para esta família, o chocolate era um produto proibido. Mariana: vive no século XVIII. O marido é fabricante do chocolate mais famoso da cidade, é ele que abastece a corte francesa e inventou uma prodigiosa máquina para fazer o chocolate que todos cobiçam.

Uma saga familiar fascinante, com segredos escondidos ao longo de três séculos.
Um romance escrito com paixão, que vai permitir ao leitor descobrir a evolução e desenvolvimento da indústria do chocolate do século XVIII até hoje.


Sobre a autora:

Care Santos (Mataró, Barcelona, 1970) publicou oito romances, seis livros de contos e inúmeros títulos de literatura juvenil, área onde é uma das autoras mais lidas em Espanha. Entre os seus títulos destacam-se Los Que Ruegen, La Muerte de Vénus - com este último foi finalista do Prémio Primavera em 2007 - A Cor da Memória (Planeta, 2012) e El Aire Que Respiras. A sua obra encontra-se traduzida em dezoito línguas. Desejo de Chocolate foi galardoado com o Prémio Ramon Llull 2014.


O Céu Voltou
Clara Sánchez
288 páginas
17,76 €

O romance vencedor do prestigiante Prémio Planeta 2013. 
Uma história emocionante e diferente em que o mistério manterá o leitor preso ao livro até ao fim.
Uma intriga avassaladora, cativante e subtil que nos fala do preço do triunfo e de como em certas ocasiões as pessoas mais próximas podem ser as mais nocivas.

Escrito num registo cinematográfico, é um romance cheio de mistério, que nos leva a acreditar que o destino está traçado, e que prende, até ao fim, a atenção do leitor.

Sinopse:

O Céu Voltou aborda assuntos como o medo da mudança e a dependência de outras pessoas no frágil equilíbrio de algumas vidas.

Traz ao de cima a superficialidade que existe nas nossas vidas.

A protagonista, uma modelo, é o protótipo, pois move-se num mundo absolutamente frívolo.

Patrícia é uma jovem modelo de passarela cuja vida parece marcada pelo êxito. Num voo de trabalho conhece Viviana, sua companheira de lugar, que a adverte para que tome cuidado porque alguém das suas relações deseja a sua morte. Incrédula e nada supersticiosa, quando Patrícia regressa à felicidade do lar decide esquecer-se desta recomendação sem fundamento. Até que uma série de acidentes fortuitos, que vão afectar o seu trabalho e também a sua vida particular, a levam a procurar Viviana a fim de encontrar uma explicação para estes episódios insólitos.

Sobre a autora:

Clara Sánchez nasceu em Guadalajara, passou a sua infância em Valência e instalou-se em Madrid.  Depois de desempenhar vários trabalhos, leccionou durante muitos anos na universidade e participou com regularidade no programa da TVE Qué Grande Es el Cine, assim como em diferentes meios de comunicação. Em 1989 publicou o seu primeiro romance Piedras Preciosas, a que se seguiram vários e foi distinguida com o Prémio Alfaguara de Romance 2000 e o Prémio Nadal de Romance, que a lançou com grande êxito no mercado internacional; foi também galardoada com o Prémio Germán Sánchez Ruipérez pelo melhor artigo sobre Leitura publicado em 2006. A sua obra, traduzida em 15 línguas, transformou-a numa das autoras espanholas mais reconhecidas, com vendas superiores a um milhão de exemplares.

NÃO FICÇÃO ESTRANGEIRA

Se me restasse apenas uma hora
Roger-Pol Droit
72 páginas
9,90 €

Uma reflexão fascinante, num texto inspirador que é uma brilhante lição de filosofia.

Um livro que vale por todas as lições de filosofia e sabedoria do mundo, escrito por um pensador e filósofo de reconome, mundialmente reconhecido.
«Uma homenagem aos sentidos e ao presente.» Le Monde

Um pequeno livro que contém um apelo MAIOR: desfrutar da vida, do presente, priorizando aquilo que para cada um é, de facto, importante.

Mais de 20 000 exemplares vendidos em Françaem dois meses

O ritmo da escrita é impressionante: o autor mergulha mesmo o leitor naquela urgência de uma hipotética hora final de vida. O estilo é surpreendente, sem letras maiúsculas, sem separação em capítulos (a urgência da última hora de vida certamente prioriza outros aspectos da vida). Um livro que, não só por ser breve, se lê num ápice: a mensagem é-nos tão próxima que será difícil pousá-lo.

Sobre o autor:

Nascido em 1949, o filósofo Roger-Pol Droit é investigador do Centre National de la Recher-che Scientifique e professor no Institut d’Études Politiques de Paris. É autor de várias obras, entre as quais Voltar a Ler os Clássicos (2011, Temas e Debates), O Que É o Ocidente (2009, Gradiva), A Companhia dos Filósofos (2005, Piaget), As Religiões Explicadas à Minha Filha (2003, Livros do Brasil), 101 Experiências de Filosofia Quotidiana (2001, publicado pela Temas e Debates e distinguido com o Prémio France Télévisions).

Rainhas Malditas
Cristina Morató
528 páginas
24,40 €
Inclui um caderno de extratextos a cores.

Seis histórias de seis rainhas que se transformaram em lendas.
 
Excêntricas, voluntariosas, rebeldes, corajosas, ambiciosas... seis mulheres reais que não puderam escolher o seu destino.


A fascinante vida de seis mulheres que deixaram uma marca profunda na história.

Descubra como viviam as seis rainhas lendárias que inspiraram Hollywood:

Sissi, Alexandra Romanov, Cristina da Suécia, Eugénia de Montijo, a rainha Vitória, e Maria Antonieta.

Sinopse:

Por detrás das paredes dos palácios nem sempre existem contos de fadas. Para muitos dos membros da realeza essas paredes não passaram de gaiolas douradas A vida destas rainhas está longe de ser um romântico conto de fadas. Ainda que a infinidade de filmes e romances nos tenham mostrado a faceta mais amável dos seus reinados, em geral, foram muito infelizes. Todas têm em comum a solidão, o desenraizamento, a nostalgia, a falta de amor e o sofrimento por não conseguir dar um herdeiro ao trono.  Também partilham a dolorosa perda dos filhos, os fracassos matrimoniais e o sentir-se estrangeiras numa corte onde não eram bem recebidas. 
Mais de 50 000 exemplares vendidos em Espanha e seis edições.

São descritas em pormenor as obrigações e humilhações que as rainhas e imperatrizes tiveram de suportar. As mulheres limitavam-se ao papel meramente «decorativo e reprodutivo». A odisseia das vidas melancólicas de Isabel da Baviera (Sissi), a cativante Maria Antonieta, a rebelde Cristina da Suécia ou trágica czarina Alexandra, a última imperatriz russa, estavam muito longe de um conto de fadas romântico. Embora a maioria dos filmes mostrem o lado mais glamoroso dos seus reinados, elas têm em comum uma vida de solidão, estranheza, nostalgia, e angústia por não dar à luz a um herdeiro.
Sobre a autora:

Estudou jornalismo e fotografia e desde muito nova percorreu o mundo como jornalista. Passou grandes temporadas na América Latina e África e em 2005 viajou pela primeira vez para o Oriente, que foi o cenário dos seus últimos livros. Durante estes anos alternou as viagens com a direcção de programas de televisão e colaborações na rádio. O seu interesse em recuperar do esquecimento as grandes viajantes e exploradoras da História levaram-na a publicar Memórias de África, Las Damas de Oriente e Cativa na Arábia, traduzidos em várias línguas. No seu livro anterior Divas Rebeldes, desvenda-nos as luzes e sombras de sete mitos do século xx. É membro fundador e actual vice-presidente da Sociedad Geográfica Española e membro da Royal Geographic Society de Londres. Hoje em dia é responsável por uma coluna de opinião na revista Mujer Hoy.
INFANTIL/JUVENIL

A MARCA DE ATENA
Rick Riordan
408 páginas
17,70€

Acaba de chegar o terceiro livro da nova série Os Heróis do Olimpo.

Um livro onde vão acontecer novos desafios, novas profecias e novas emocionantes aventuras dos nossos heróis.

O autor faz-nos regressar ao universo de Percy Jackson, mas com novos personagens e consegue, de forma eficaz, que gostemos tanto deles como dos anteriores.

Best-seller do The New York Times: a série Heróis do Olimpo está há 63 semanas no top e a série anterior há 330 semanas!

Recomendado a partir dos 10 anos. Neste livro a luta dos semideuses continua e o Campo de Júpiter prepara-se para a guerra e Annabeth transporta consigo a Marca de Atena uma pesada herança, a juntar a esta preocupação começa a achar que Percy se está a aproximar demasiado dos romanos.

Sobre o autor:

Rick Riordan é autor best-seller do New York Times das séries Percy Jackson e Kane Chronicles.Também é autor de uma série para adultos, que ganhou vários prémios. Durante quinze anos, Rick ensinou Inglês e História em escolas públicas e privadas em San Francisco Bay e no Texas. Em 2002, foi agraciado pela Saint Mary’s Hall com o Master Teacher  Award e em 2011 recebeu o Children's Choice Book Award for Author of the Year.

GATOS GUERREIROS - Tempestade Iminente

Erin Hunter

304 páginas

15,50€



Depois do sucesso de O Apelo da Floresta, Fogo e Gelo e Floresta de Segredos, chega agora a quarta aventura emocionante da saga dos Gatos Guerreiros, um best-seller internacional.


E atenção, que eles não ficam por aqui!

Aqui quem domina o mundo são os gatos.


E lá em casa, tem algum guerreiro a mandar?


A série Gatos Guerreiros foi considerada um dos Top 10 Fantasy Books for Youth, tendo sido nomeada para melhor série dos prémios On the Cuff, da Publisher’s Weekly.


10 milhões de livros vendidos

120 semanas no top do The New York Times

Traduzido em 23 línguas!


Recomendado a partir dos 10 anos.


Garra de Tigre, o inimigo traiçoeiro de Coração de Fogo, foi vencido e exilado do Clã do Trovão. Mas Coração de Fogo não consegue afastar a sensação de que ele espreita na floresta, à espera da oportunidade de o atacar. Não é este o único problema que o jovem guerreiro enfrenta nestes meses escaldantes de Verão: assombram-no augúrios sinistros, um aprendiz com um segredo chocante e uma comandante arrasada, que é uma sombra do que já foi. Entretanto, a floresta está cada vez mais abafada e quente… e todos se preparam para a tempestade que se aproxima…


«Uma história de suspense e aventura, que puxa pelos leitores e não os deixa parar de ler.» ALA Booklist

terça-feira, 21 de abril de 2015

"Uma Fortuna Perigosa" (Ken Follett): OPINIÃO

Ler Ken Follett é sempre um prazer. Muito provavelmente já comecei outras críticas sobre livros deste autor desta mesma forma, mas não há outra maneira de o dizer. Mundialmente reconhecido, Ken Follett reconquista-me a cada livro novo seu que leio.

“Uma Fortuna Perigosa” foi originalmente publicado em 1993 e, no passado mês de Março, foi reeditado pela Editorial Presença. Embora agora o tempo para as leituras seja extremamente reduzido, a verdade é que ter este livro na minha mesinha de cabeceira fez com que aproveitasse cada bocadinho de tempo livre para avançar mais umas páginas e embrenhar-me, de forma mais profunda, numa narrativa que começa com uma morte envolta em mistério para dar lugar a uma saga que envolve uma poderosa e rica família de banqueiros: a família Pilaster.

Em Windfield School, uma escola frequentada por rapazes provenientes de famílias abastadas, acontece uma morte por afogamento que fica envolta em mistério. Um jovem morre. Terá sido acidente ou crime? Aquando desse incidente, estudavam na escola o jovem Edward Pilaster, o seu primo Hugh e Micky Miranda, entre outros. Se calhar estes jovens sabem mais sobre esta morte do que aquilo que contam e é precisamente este mistério que vai traçar o percurso da família Pilaster.

Em Edward conhecemos um jovem preguiçoso, sem o perfil necessário para dar continuidade ao negócio de família e sempre protegido pela sua mãe – Augusta Pilaster que tem a ambição cega de ver o seu marido e depois o seu filho aos comandos do banco Pilaster. Embora pertencendo a esta família de banqueiros é admirável a sua falta de conhecimentos sobre o mundo financeiro que levam a esquemas com consequências trágicas. Depois temos o jovem Hugh, encarado pelos Pilaster como a ovelha negra da família por causa de um acto que o seu pai cometeu, mas um verdadeiro conhecedor dos meandros da banca e do mundo financeiro: um verdadeiro génio que luta pelo seu lugar na família e que se depara com diversos obstáculos profissionais e pessoais. Uma personagem que conquista pela sua capacidade de lutar e que envolve o coração do leitor pela história de amor que vai viver. E depois temos Micky Miranda, filho de um negociante cordovês e melhor amigo de Edward Pilaster que se revela um sedutor e manipulador e que terá grande impacto no trajecto da família Pilaster.

É através da caracterização belíssima destas personagens e de outras que nos vamos envolvendo na família Pilaster, vamos vendo os jovens a crescer, a tornarem-se homens, a viverem as suas próprias experiências tanto no amor como nos negócios. E é através dos seus olhos que vamos também conhecendo a Inglaterra do século XIX, os costumes e os lugares daquela época rica.

Ken Follett é um nome sonante não só pela qualidade das suas histórias, mas também pela pesquisa e detalhe histórico que coloca em cada uma das suas narrativas e isso é perfeitamente visível em “Uma Fortuna Perigosa” onde toda a envolvência histórica bem como os meandros do mundo financeiro sobressai em cada recanto desta saga familiar.

Os acontecimentos sucedem-se a um ritmo rápido. Há sempre uma mudança. Uma reviravolta. Algum esquema. O leitor fica preso às páginas num livro que equilibra, de forma mágica, intriga, amor, crimes e manipulação.

Em suma, “Uma Fortuna Perigosa” de Ken Follett revela-se uma narrativa poderosa que envolve o leitor numa saga familiar ao longo da qual nos é dada a conhecer a Inglaterra do século XIX, as diferenças entre as classes mais abastadas e as mais pobres, os recantos obscuros do mundo financeiro e da corrupção política, ao mesmo tempo que desfrutamos de uma trama onde as diversas personagens conseguem provocar, no leitor, reacções que vão desde a inquietação até à doçura. E é no desfecho final que Ken Follett revela a sua mestria em encerrar uma narrativa onde cada uma das personagens tem o destino merecido.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!

Para mais informações sobre o site da Editorial Presença,clique aqui.

Para mais informações sobre o livro Uma Fortuna Perigosa,clique aqui.

Outras críticas do Refúgio dos Livros aqui:



quinta-feira, 9 de abril de 2015

"Um, do, li, tá" (M. J. Arlidge): OPINIÃO

Quando "Um, do, li, tá" do autor M. J. Arlidge foi publicado pela Topseller em Outubro do ano passado a sua sinopse atraiu logo a minha atenção. Entretanto o livro chegou às minhas estantes e a verdade é que foi sendo ultrapassado por outras leituras até que no início deste 2015 nasceu em mim a vontade intensa de fazer uma pausa nos romances e de me atirar a um livro que me agarrasse desde a primeira página e me fizesse vibrar de curiosidade e eis que a minha escolha recaiu sobre este livro da Topseller e as minhas expectativas além de não terem saído goradas foram altamente ultrapassadas. 

Embora assente numa estrutura de narrativa já encontrada noutros livros (capítulos muito curtos intercalados com capítulos onde se acompanham os pensamentos do criminoso), não há como negar que M. J. Arlidge desenha a acção da história com base numa premissa invulgar e surpreendentemente inquietante: dois reféns. Uma bala. Uma decisão terrível. Sacrificaria a sua vida pela de outra pessoa?

É aterrador pensar que uma mente distorcida e com objectivos obscuros decida fazer reféns duas pessoas que terão de decidir se matam para assim poderem sobreviver ou se preferem morrer para que a outra pessoa viva. Parece uma decisão impossível. A experiência de se ser feito refém é descrita de forma intensa pelo autor e o leitor sente o arrepio das personagens na sua própria pele. A situação é por si só terrível e visto tratar-se de dois reféns com uma relação emocional tudo se complica de forma inimaginável. Quem vive? Quem morre? Como se decide uma coisa dessas?

Quando uma jovem aparece completamente transtornada nos bosques a investigação tem início e ficamos a conhecer a detective responsável por este caso: Helen Grace. Quando outro rapto com o mesmo modus operandi acontece, as investigações intensificam-se e paira no ar a dúvida: quem será a mente por detrás de algo tão mórbido? Quais são as suas motivações? Como escolhe os seus reféns? Haverá alguma ligação entre as várias vítimas?

A equipa de Helen Grace trabalha a todo o gás. Há que descobrir a identidade deste assassino e detê-lo rapidamente para que não aconteçam mais mortes. O sentido de urgência palpita em cada palavra, cada gesto, cada acção. A escrita de M. J. Arlidge transmite esse sentido de urgência de forma magistral ao seu leitor e o ritmo de acção reveste-se de uma celeridade crescente e desenfreada, ao mesmo tempo que a narrativa não revela pistas nenhumas para a identidade desta mente distorcida e deixa o leitor na ignorância até quase às páginas finais.

Para além da investigação policial, o autor dá também foco à personagem de Helen Grace e gradualmente e de forma calma vamos-lhe conhecendo uma dimensão pessoal marcada por intensidade e mistério. 

São várias as questões que nascem no espírito do leitor ao longo da leitura. São várias as páginas que se voltam a uma velocidade tremenda. São vários os sentimentos que fazem vibrar o coração do leitor. São vários os momentos de profundo choque e de inquietação. São várias as personalidades que brilham nesta narrativa repleta de suspense. E é tudo isto conjugado que faz de "Um, do, li, tá" um livro arrebatador, inquietante e surpreendente que entra de forma automática no meu top de preferidos. M. J. Arlidge consegue construir um thriller com todos os ingredientes certos numa narrativa que não só agarra o leitor desde a primeira página como também o aprisiona e o lança numa leitura imparável até à revelação final.

Neste que é o romance de estreia de M. J. Arlidge e o primeiro livro da série protagonizada por Helen Grace ficou demonstrada a capacidade arrasadora do autor para criar thrillers magnéticos. Agora que em Março deste ano foi publicado o segundo livro da série, intitulado "À morte ninguém escapa" fica a questão: será que o autor conseguirá igualar a magnitude de "Um, do, li, tá"? Em breve tentarei encontrar a resposta a esta questão: "À morte ninguém escapa" espera por mim na estante.



CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente!