sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

À descoberta de outro autor português: Daniel Costa

Hoje é dia de falar do autor português Daniel Costa!

SOBRE O AUTOR:

Daniel Costa, por natureza tímido, sempre sentiu necessidade de escrever para expressar ideias e sente o acto como, necessariamente solitário.

A partir daí, pensa mais nos outros, no que gostarão de ler. Embora se sirva da sua experiência de vida, para expôr ideias. Sem isso lhe importar, acaba mesmo por a reflectir.

José Augusto Roussado Pinto, um jornalista e escritor multifacetado, seu amigo pessoal, por este uma vez questionado sobre certos assuntos a parecer inverosímeis, tratados no jornal "O incrível" que criou e dirigia respondeu:

- "Limito-me apenas a escrever a realidade!..."

Na verdade, Daniel Costa chegou também à conclusão não ser necessário ficcionar. A sua escrita reflecte a sua vida, as suas observações, parecendo ficção.

No entanto o realismo está sempre presente.

Neste ano de 2010 lançou "Café Lisboa" através da Papiro com a seguinte sinopse:

"Lisboa Café será composto por um conteúdo interessante que tendo por ideia retratar uma certa sociedade de Lisboa, feito de observações que fui captado dos meus onze empregos, em cerca de dez anos.

Sobretudo devido ao óptimo prefácio do meu ilustre e velho amigo, Prof. Yébora Martins, acabei por verificar que teria dado um contributo para a história, relatando factos de certa importância.

Como eram elaborados os jornais da época, é bastante mencionada o Jornal a Capital, no início da segunda fase em que esteve sedeado na Rua do Século e impresso nas oficinas gráficas desse jornal, uma parte da sua historiografia, que julgo omitida, ainda, pelo próprio vespertino.

É recordada a revista Plateia, da Agência Portuguesa de Revistas, o Clube das Donas de Casa e outras. Ainda a União Gráfica, o Jornal Novidades, a revista Flama. Também a "Dona" Censura para a imprensa, etc.

O primeiro assalto a uma agência bancária em Portugal, excluindo o plítico de Palma Inácio. O tormentoso início do Circulo de Leitores, como nasceu o primeiro sócio. O eléctrico de Benfica, o café Paraíso de Benfica, o sózinhito, no cimo da Avenida Gomes Pereira, que os Parodiantes de Lisboa imortazivam na sua agressiva publicidade radiofónica.

Enfim, valerá a pena conhecer um pouco do meio gráfico e editorial dos anos sessenta e outras histórias até à Revolução dos Capitães."

Em Novembro de 2010 lança um livro de crónicas pela Alfarroba intitulado "Amor na Guerra":

CONTRACAPA

Só com a chegada de oficiais de Cavalaria, ao Regimento, em Estremoz, em Agosto de 1961, sob o comando do, então Tenente-Coronel Spínola, a formar o Batalhão 345, onde Daniel Costa foi incorporado, este ficou com a certeza da sua mobilização para a Guerra do Ultramar.

Logo aí o autor decidiu anotar diariamente todas as incidências porque passasse em campanha, com vista a editar um futuro livro baseado na vida de caserna, visto que pertencia à classe de Praças.

Depois de algum tempo a pertencer àquele batalhão, no Esquadrão 297, numa reviravolta por motivos, diria falta de organização nas secretarias militares, daqueles tempos conturbados, O 297 avançou, adido, para o quartel de Faro, onde ficaria, a aguardar embarque e a substituir um outro ali colocado, cujo comandante reivindicou procedência, como lhe competia.

Em 11 de Janeiro de 1962, partindo já de Faro o 297 foi juntar-se, no cais da Rocha Conde de Óbidos, ao Batalhão 350, comandado pelo franzino, Tenente-Coronel Costa Gomes (irmão do que foi, mais tarde, presidente da República Portuguesa), ali se embarcou para Angola.

Sempre o diário foi acarinhado, apesar do autor deste livro ter sido jornalista e editor de uma revista mensal, cerca de 30 anos, ou por isso, nunca tinha havido tempo para concretizar a compilação e edição.

Deve ser aqui evocado o Sargento Pinedo, que sempre distinguiu o autor, apesar de ser em homenagem póstuma. Além de várias provas de apreço, dele partiu a indicação para a substituição do lugar do Sargento que dirigia o rancho, lugar de especialista com essa classe militar inerente.

Deve ficar aqui uma referência ao General João Ramiro Alves Ribeiro, também a título póstumo, que comandou o Esquadrão 297, como Capitão, pelo apreço do seu profissionalismo como comandante militar.

Tenho estes 2 livrinhos do autor cá em casa e espero em breve conseguir lê-los e partilhar convosco as minhas opiniões :)

2 comentários:

Ana disse...

Depois vou querer ler a tua opinião ;)

Daniel Costa disse...

Escusado será dizer que reli, para falar verdade gostei.
Foi com frazer que fiz o envio dos livros, porque a divulgação de autores é importante, e tem-lo feito bem.

Abraço