sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Uma voz na noite" (Sandra Brown): OPINIÃO

Primeira coisa a dizer sobre "Uma voz na noite" de Sandra Brown: adorei!

A autora conquistou-se com "Calafrio" e agora solidificou essa conquista com "Uma voz na noite".

Li este livro de 450 páginas nuns 5 dias apenas. Fiquei agarrada ao livro desde o início. E com os vários diálogos fui virando páginas atrás de página com uma velocidade estonteante.

Logo no início ficamos a conhecer Paris Gibson, uma locutora de rádio que tem um programa diário à noite. Paris recebe o telefonema de um ouvinte chamado Valentino que a acusa de ser a causadora do fim do seu namoro, fazendo ameças em directo de que dali a 72h vai matar a namorada e que a própria Paris será a seguir.

Queriam melhor princípio que este? Fiquei logo fascinada!

A partir daí vai ser sempre acção, numa luta contra o tempo, para descobrir Valentino e evitar mortes.

Paris contacta o Sargento Curtis dando-lhe conhecimento da situação. Ao considerar que o telefonema de Valentino não foi uma mera brincadeira de um ouvinte e na ânsia de evitar que algo aconteça, o sargento Curtis pede auxílio ao psicólogo Dean Malloy para ouvir as gravações de rádio do telefonema de Valentino e tentar averiguar pela voz e timbre e entoação se se trata de uma ameça a ter em conta.

É neste contexto que Paris e Malloy se vão reencontrar. E digo reencontrar porque estas 2 personagens já se conheciam, tinham um passado em comum e como seria de esperar há uma história de amor mal resolvida entre os 2 lol. E digo "como seria de esperar" porque já em "Calafrio" o policial se misturava levamente com o romance.

À medida que fui lendo este livro fui conhecendo várias personagens. Conheci Jane Kemp - filha do poderoso e frio juíz Kemp - que é a vítima de Valentino: a sua ex-namorada. Fico também a conhecer o filho de Malloy. Começo a notar as relações que se estabelecem entre as personagens.

Conhecemos Stan que trabalha com Paris na rádio e que tem um passado atribulado por si só. Conhecemos ainda um empregado de limpeza da rádio que pouco fala e que por isso se torna misterioso.

Depois na história aparece Brad, homem casado e com filhos, que tem comportamentos estranhos e uma aparente compulsão sexual.

E depois há ainda um polícia do departamento do Sargento Curtis que, digamos, não tem o comportamento mais apropriado no que se relaciona com o caso de Valentino.

Em suma, temos uma variedade de personagens com passados e comportamentos estranhos que me deixaram desconfiada. Muitas vezes ao longo do livro me perguntei: será que o culpado é aquele? Ou será o outro?

Com vários diálogos que conferem um ritmo acelerado à história vamos acompanhando cada uma das personagens e constatando que todas estão relacionadas de alguma forma. Apesar de estarem todas relacionadas o livro não se torna confuso, dado que a autora escreve de forma clara.

Resumindo: adorei! E se me perguntarem se gostei mais de "Calafrio" ou de "Uma voz na noite" digo-vos: gostei dos 2, são ambos bons, mas adorei este "Uma voz na noite"!

Só para acrescentar mais uma coisinha: andei a desconfiar de várias pessoas ao longo do livro questionando-me quem seria Valentino afinal. E quando chego ao fim tive uma surpresa e pensei: ai o Valentino era este palerma? Gostei do final de suspense do livro. É mesmo só nas últimas páginas que descobrimos quem é Valentino e qual o seu passado e motivações para o que fez! Deveras surpreendente!

CLASSIFICAÇÃO: Excelente!

3 comentários:

Ana disse...

Com uma critica destas, eu só posso dizer...quero ler os dois!!!

Daniel Costa disse...

Diana

Gosto imenso de policial, começei a escever a pblicar, entre outras peças, contos policiais. Um dos meu blogues tem um ensaio policial, que espero vir a editar, depois de um volume de poesia.
Abraço

Diana Barbosa disse...

Ana este vale mesmo a pena! :)

Daniel: contos policiais? Em que blogue está esse seu ensaio policial? :)