sábado, 18 de junho de 2011

"Um bom dia para morrer" (Simon Kernick): OPINIÃO

Eu sei que sou terrível: leio um livro e depois estou dias para escrever a opinião sobre a leitura, mas às vezes a inspiração não aparece ou a preguiça é mais forte e pronto lá vou adiando.

Mas agora cá vai a tão adiada opinião lol.

Estreei-me nas leituras de Junho com o livro "Um bom dia para morrer" de Simon Kernick: título bem apelativo não acham?

Este autor tem outros livros. Aliás tem 2 com a mesma personagem principal - Dennis Milne.

Quer-me parecer que a ordem dos livros é a seguinte (mas não tenho a certeza - pelas sinopses parece-me que 1º vem "Contas à morte", depois "Um bom dia para morrer". Quanto a "Troca Assassina" não tenho a certeza porque as personagens são diferentes...se alguém souber se estes livros têm sequência que me diga):

- Contas à morte
- Um bom dia para morrer
- Troca Assassina


Eu comprei "Um bom dia para morrer" e "Contas à morte" em Janeiro e agora que me estreei no autor fiz essa estreia fora de ordem começando pelo 2º livro.

Mas com a leitura concluída tenho a dizer-vos que em nada interferiu não ter livro o 1º livro - "Contas à morte".

Ao ler "Um bom dia para morrer" percebi que Dennis Milne tinha um passado...passado esse que está explicado em "Contas à morte" mas apesar desse pequeno aspecto, nada interferiu na minha leitura.

Começamos "Um bom dia para morrer" com Dennis Milne - agora a viver com uma falsa identidade nas Filipinas. E perguntam vocês: e porque é que, Dennis Milne, que até era polícia antes, anda fugido e com uma identidade falsa? Ora bem para saberem a resposta eu e vocês temos de ler "Contas à morte" lol, mas posso dizer-vos superficialmente que isto acontece porque Dennis, quando era polícia, mata 2 pessoas acidentalmente, vítima de uma emboscada quer-me parecer.

Mas o que mais me agarrou a este livro foi o facto de um ex-polícia agora dedicar-se a crimes encomendados nas Filipinas...como a vida dá voltas.

Mas a acção a sério começa quando Dennis descobre que um amigo seu e antigo colega nas forças policiais foi brutalmente assassinado e então aí Dennis decide deixar a segurança das praias paradisíacas das Filipinas para regressar às ruas de Londres e descobrir quem matou o seu amigo para que se faça justiça.

Sabendo que já não é mais polícia, Dennis não tem de seguir as regras correctas das forças da lei para descobrir a verdade sobre o assassinato do seu colega e, como tal, vai-se ver envolvido em situações complicadas.

Com o avançar da acção Dennis vai-se aproximando, cada vez mais, da verdade e, como seria de esperar, os obstáculos começam a atravessar-se no seu caminho. Afinal o assassino não quer ser descoberto e tem de fazer de tudo para que Dennis não chegue até ele.

A acção do livro vai-se intensificando com a busca de Dennis pela verdade e vão surgindo várias ligações entre muitas personagens e o mais curioso é que sempre que Dennis se aproxima de uma personagem importante para a resolução do mistério, essa mesma personagem sofre as consequências. Por cada passo que Dennis dá no sentido da verdade, uma vida é sacrificada.

Quando chegamos ao fim percebemos a dimensão da história: existe uma teia de personagens ligadas, todas elas com mistérios que querem ocultar. E no fim percebemos que a morte do colega de Dennis serviu apenas para o calar já que ele se aproximava também de uma verdade horrenda.

Se pudesse descrever sucintamente este livro diria o seguinte: é um livro com mortes, cheio de sangue e de crimes. E, mais do que isso, é um livro sobre uma morte que aconteceu para esconder uma verdade mais profunda.

Fiquei com muita vontade de ler "Contas à morte" e quem sabe mais lá para a frente comprar "Troca Assassina".

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!

2 comentários:

efilipe disse...

Parece-me que és uma apaixonada dos bons livros. Esse ainda não li. Mas deixaste-me de água na boca... Eu agora estou a acabar de ler "A saga de um pensador" de Augusto Cury. Aconselho. É a história de um jovem estudante de medicina que se embrenha pelo mundo da psicologia e da psiquiatria. Um livro cheio de pensamentos e sentimentos, uma partilha de emoções... não sei ainda como acaba, mas acho que o amor anda no ar...

Diana Barbosa disse...

Sim sou apaixonada por livros :).

A estreia em Simon Kernick correu bem, é o tipo de livros que mais aprecio :)

Nunco li Augusto Cury mas vou anotar a tua sugestão :D