terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"O Cego de Sevilha" (Robert Wilson): OPINIÃO!

Aqui está mais um livro que esteve mais de seis meses na estante até ser lido. Na altura que o vi na Fnac estava com uma amiga que me disse que tinha mesmo mesmo mesmo de o ler e como o preço era bom toca de comprar. Demorei a pegar nele mas ainda bem que o fiz porque foi uma leitura super interessante!

Em "O Cego de Sevilha" de Robert Wilson entramos na vida do detective de homicídios Javier Falcón e logo no início somos confrontados com a descoberta de um homem assassinado - Raúl Jiménez - de forma cruel. O cenário da morte é tão aterrador que até o próprio detective Falcón ficará incomodado, apesar de já ter estado em diversas cenas de crime.

Sendo um detective com experiência que nunca deixou que um caso de homicídio mexesse consigo, Falcón sente logo algo diferente no cenário do crime de Jiménez e, automaticamente, compreende que este caso é diferente...apenas não sabe explicar porque tem essa sensação interior.

É com esta caracterização inicial que partimos para uma leitura envolvente, cheia de ritmo, onde os acontecimentos se sucedem com rapidez e nós fazem a nós leitores começar a questionar quem será o assassino.

Javier Falcón vai-se deparar com dificuldades para resolver este homicídio e, como seria de prever volta-se para o interrogatório à mulher de Raúl - Consuelo Jiménez.

Será que foi Consuelo que matou o seu próprio marido? Uma vez que Raúl era uma pessoa com posses e influente, Javier Falcón terá que desempenhar da melhor forma o seu cargo de detective de homicídios para descobrir todas as ligações influentes que Raúl Jiménez possuía.

E é ao descobrir certas ligações que Falcón vai compreender que este caso o envolve de forma bem mais pessoal do que qualquer outro crime.

Quando nos deparamos com outros acontecimentos, também eles chocantes e inesperados, começamos a duvidar de várias personagens.

Contudo, é com mestria que o autor Robert Wilson mantém o suspense até ao final. E é apenas com as revelações que surgem quando o fim do livro se aproxima que começamos a juntar todas as peças. É então aí que no surge o assassino e as suas motivações.

Sem dúvida um autor a ter em atenção futuramente que, através de personagens bem estruturadas, acontecimentos surpreendentes, descrições apuradas e um ritmo de acção rápido nos conquista ao longo da leitura.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!

5 comentários:

Tita disse...

Este livro tinha-se super recomendado por um amigo, mas sinceramente não o achei nada de especial. Mas ainda bem que tu gostaste, daí que as opiniões sejam sempre pessoais =D

Diana Barbosa disse...

Pois é Tita nem todos gostamos do mesmo e ainda bem que assim é :)

cada um com o seu gosto literário :)

Ana Lourenço disse...

Este livro é simplesmente ilariante, envolvente, estimulante e tudo mais. ameii.

Jurga Vale disse...

Do mesmo autor e com seguimento cronológico de O cego de Sevilha, poderão ler As mãos desaparecidas.
Quanto a este faltam-me umas quantas dezenas de páginas para acabar, mas estou a gostar bastante.

Diana Barbosa disse...

Jurga Vale hei-de voltar a ler Robert Wilson no futuro :)