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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"Férias com o meu pai" (Dora Heldt): OPINIÃO

"Férias com o meu pai" da autora Dora Heldt foi a minha primeira leitura de Agosto e que bem que me soube começar o mês com este livro que nos traz o cheirinho a mar, a sensação do pé na areia e as tardes descontraídas de Verão.

À primeira vista, "Férias com o meu pai" pode parecer simplesmente um livro ligeiro e descontraído, mas é muito mais, pois consegue abarcar as relações e os afectos de uma forma directa e, simultaneamente, tocante.

Quando as amigas Christine e Dorothea decidem ir de férias para Nordeney, uma ilha na costa norte da Alemanha, para aproveitarem o sol e o mar e, ao mesmo tempo, ajudarem a sua amiga Marleen na renovação do seu bar, nunca imaginariam que iam ter por companhia, Heinz, o teimoso e sempre com razão, pai de Christine. Este "acompanhante" de férias de última hora não traria problema, não fosse Heinz ter uma personalidade deveras particular e Christine já ser uma mulher adulta na casa dos quarenta.

Sabendo à partida que Heinz é superprotector e tem a tendência intensa de se meter na vida da filha e que esta já é uma adulta madura e independente, o leitor suspeita logo que irá embarcar numa leitura repleta de humor.

A narrativa é feita na primeira pessoa por Christine e desde logo o leitor entra na leitura e sente não só empatia por esta personagem, mas também a sua relutância em ir de férias com o pai. Se, por um lado, Heinz aparece aos olhos dos outros como divertido, a verdade é que só Christine sabe como o pai é verdadeiramente e como pode ser difícil com a sua mania de que sabe tudo e tem sempre razão.

Depois de conhecidas as personagens de forma superficial, a autora Dora Heldt vai desenvolvendo a narrativa e coloca-nos em Nordeney, depois de uma viagem no mínimo atribulada e cómica até ao destino das férias.

Somos envolvidos pelo delicioso cenário de férias que faz o leitor suspirar e se sonhávamos com momentos de descontracção e calma, logo somos confrontados com a personalidade de Heinz que depressa faz amizades e dá origem a peripécias constantes e a mal-entendidos muito engraçados.

"Férias com o meu pai" brinda-nos com uma narrativa rápida, sendo que a acção está revestida de variados momentos de humor e de surpresa. A forma como a autora Dora Heldt constrói a narrativa faz com que sintamos as personagens reais e nos consigamos rever nelas, nas suas vivências e nas suas relações.

O enredo embora simples, consegue retratar, de forma perfeita e verídica, o conflito que muitas vezes acontece entre um pai superprotector que continua a ver a sua filha como uma menina pequena e a querer que nada de mal lhe aconteça e uma filha há muito adulta que está a viver em pleno a sua maturidade mas que se debate ainda por colocar limites nesta dinâmica familiar. 

Não obstante, este conflito geracional, a verdade é que esta experiência de convívio em férias acaba por dar a conhecer a Heinz uma nova forma de ver a sua filha e a sua maturidade, ao passo que Christine acaba também por conhecer melhor o seu pai e entender o seu comportamento e forma de ser.

Em "Férias com o meu pai", a autora Dora Heldt consegue oferecer ao leitor umas excelentes horas de leitura onde sobressai o humor e a comédia, ao mesmo tempo que somos levados por uma narrativa onde existe espaço para o romance e para umas pitadas de policial.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!

Mais informações consulte o site da Presença aqui.
Para mais informações sobre o livro "Férias com o meu pai" clique aqui.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Dolce di Love" (Sarah-Kate Lynch): OPINIÃO!

Finda mais uma leitura só posso começar por dizer que "Dolce di Love" foi um livro que me aqueceu o coração, me fez sorrir, rir e reflectir sobre o amor, as relações e o perdão.

Quando Lily, uma mulher que se tornou fria devido a circunstâncias da vida e se voltou para o trabalho descobre que o seu marido Daniel tem outra família em Itália e então o seu mundo sofre um abalo.

Num impulso devido ao efeito do álcool, Lily marca viagem para Montevedova, na Toscana, para ir confontrar o seu marido. Só que Lily vai cruzar-se com as irmãs Ferretti que têm uma liga secreta que se dedica a remendar corações destroçados e então Lily irá viver uma mudança drástica na sua vida.

Este livro leva-nos até Montevedova, uma pequena comunidade perdida nos montes da Toscana e é através da escrita da autora Sarah-Kate Lynch e das suas descrições que conseguimos viajar até às paisagens verdejantes, vales imensos de cor e sentir os aromas doces dos famosos cantucci.

"Dolce di Love" é um livro com a capacidade de despertar os nossos sentidos e que, simultaneamente, consegue despertar em nós leitores sentimentos como o amor, a ternura, a paixão e o perdão.

Um livro que, apesar de tocar em situações complicadas como a infidelidade e a maternidade, consegue ser doce.

Em suma, "Dolce di Love" é um livro onde a autora conseguiu construir personagens muito humanas, ao mesmo tempo que aborda temas delicados. A forma como a autora foi capaz de fazer nascer estas personagens faz com que o leitor simpatize com elas, se apegue e acabe mesmo por torcer pela sua felicidade. A maneira como a autora escreve faz o leitor sorrir de ternura e rir transportando o leitor de forma real para dentro do livro.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!





Podem visitar o site da Editorial Presença clicando aqui!

E saber mais sobre "Dolce di Love" clicando aqui!