
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
"A ofensa" (Ricardo Menéndez Salmón): OPINIÃO
Tenho andado a ler "As velas ardem até ao fim" de Sándor Márai e confesso que o livro não me está a conquistar. Apesar do livro só ter 160 páginas tem sido complicado avançar na leitura: a história até é interessante mas considero que a escrita do autor é muito densa exigindo um nível de concentração adicional para avançar no livro. De qualquer forma já li até à página 102 pelo que em breve colocarei aqui no blogue a minha opinião.Entretanto ontem ao fim da tarde, enquanto ia a conduzir a caminho de casa após um dia de trabalho ia pensando que o que me apetecia mesmo era ler um bom livro e com isto quero dizer ler um livro que me conquistasse, que me cativasse, que me prendesse a cada página e que me transportasse para outro lugar, outra história, outro momento.
Assim, quando cheguei a casa olhei para a minha prateleira e decidi fazer uma pequena pausa no livro "As velas ardem até ao fim" e começar a ler "A ofensa" de Ricardo Menéndez Salmón. Escolhi ler este livro por ser um livro recente lá em casa e por ter poucas páginas (apenas 128), dado que não queria interromper durante muito tempo a leitura d' "As velas ardem até ao fim".
Então comecei a ler o livro e reparei imediatamente que os capítulos eram pequenos e que se liam com extrema facilidade. Após um pequeno intervalo na leitura para jantar regressei ao livro e fui lendo mais um pouco e mais um pouco e quando vi estava a meio do livro e continuava a apetecer-me ler pelo que só parei quando terminei o livro todo. Foi com espanto que constatei que pela primeira vez (se a memória não me estiver a falhar lol) tinha lido um livro num dia apenas. E foi com pena que vi o livro chegar ao fim.
Quando li a seguinte sinopse digo-vos que não me chamou logo a atenção mas o livro conquistou-me:
"Se o corpo é a fronteira entre cada um de nós e o mundo, como pode o corpo defender-nos do horror? Quanta dor pode um homem suportar? Pode o amor salvar aquele que perdeu a esperança? São estas algumas das perguntas implícitas em "A Ofensa", a história de Kurt Crüwell, um jovem alfaiate alemão empurrado pelo nazismo para o vórtice de uma experiência radical e insólita."
Depois de ler este livro fiquei a perceber porque é que efectivamente "A Ofensa" foi finalista do Prémio Salambó e do Prémio Nacional da Crítica, além de ter sido considerado por vários órgãos da comunicação social o melhor romance publicado em Espanha em 2007.
A história de Kurt Crüwell, um jovem alfaiate alemão empurrado pelo nazismo fascinou-me e à medida que fui acompanhando a sua viagem por uma época marcada por actos de uma violência indescritível não pude deixar de me sentir revoltada e acima de tudo tocada pelo sofrimento a que tantas pessoas foram sujeitas. No entanto, Kurt encontra na sua vida Ermelinde e é nesta fase que o livro se enche de pinceladas de sensibilidade e de afecto que acabam por trazer à história uma vertente mais suave e menos dolorosa.
Ricardo Menéndez Salmón era um autor que não conhecia e que me conquistou, sendo que já li algumas páginas do 2º livro desta trilogia "Derrocada". Peguei no livro apenas com a curiosidade de espreitar algumas páginas mas fiquei imediatamente presa querendo ler mais e mais, por isso provavelmente irei ler "Derrocada" e "As velas ardem até ao fim" em simultâneo.
Aconselho a leitura sem qualquer reserva.
CLASSIFICAÇÃO: 7. Absolutamente fantástico
sábado, 16 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
"A princesa de gelo" (Camilla Läckberg): Opinião
O que me fez adicionar este livro à minha wishlist foi a seguinte sinopse:"De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou. Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…".
Para mim um livro até pode ter uma capa fantástica mas se a sinopse não me atrair dificilmente o comprarei. Neste caso tanto a sinopse como a capa chamam a atenção.
Assim, aproveitei que o Natal se estava a aproximar para fazer uma listinha de apenas 3 livros para o meu namorado escolher um como prenda de Natal para me oferecer. Na minha lista constatavam:
"A sombra do vento" de Carlos Ruiz Zafón
"A princesa de gelo" de Camilla Lackbert
"Até que ele nos separe" de Emily Giffin
Desta lista ele escolheu "A princesa de gelo" por achar que era o livro que tinha mais a ver comigo e agora que já terminei o livro posso afirmar que acertou em cheio na escolha :D.
Quando peguei no livro e vi que só tinha 6 capítulos em 399 páginas confesso que fiquei um pouco reticente porque quando começo a ler um capítulo gosto de o terminar. Mas à medida que fui avançando na leitura constatei que esse aspecto não seria relevante dada a qualidade da escrita e da própria história. Desde cedo fui cativada pelas personagens. Erica, ao regressar à terra onde nasceu descobre que a sua amiga de infância Alex tinha sido encontrada morta na banheira de casa tudo indiciando que se tinha suicidado. E, a partir daí Erica acaba por embarcar numa "viagem" para descobrir o que realmente aconteceu a Alex, acabando por se cruzar com outras personagens, nomeadamente, Patrick – polícia da pequena cidadezinha.
À medida que a história se vai desenvolvendo acontecem inúmeras surpresas e começamo-nos a aperceber que aquela pequena cidade encerra segredos antigos.
Para não revelar muito da história posso dizer que certas personagens me enervaram e outras me fascinaram. É um livro com assuntos bem interessantes mas para não contar demais aconselho-vos a ler este livro :D.
CLASSIFICAÇÃO: 6 - Excelente
sábado, 9 de janeiro de 2010
Festa do Livro na Avenida da Boavista (Porto)
A Festa do Livro começou na quinta-feira passada, dia 7 de Janeiro e quem procura edições fora de circulação pode encontrar, a partir deste dia, mais de 10 mil títulos, de 150 editoras nacionais e estrangeiras, na Festa do Livro que decorre até 28 de Janeiro na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda. O preço médio das obras à venda ronda os cinco euros. As edições anteriores da feira decorreram no Mercado Ferreira Borges e no Pavilhão Rosa Mota. Este ano, a Festa do Livro realiza-se na fundação da Avenida da Boavista, onde vai dispor de menos espaço, apenas 800 metros quadrados. Mas nem por isso terá menos editoras presentes.
De acordo com o orgnizador do evento, Francisco Madruga, o novo espaço tem um ambiente acolhedor e condições que os anteriores não reuniam. "Este local dispõe de aquecimento central e de parque de estacionamento grátis", exemplifica.
Outra novidade da Festa do Livro de 2010 é a instalação dos palcos "ponto de encontro" e "juvenil", que são dedicados aos eventos paralelos da feira. Para Francisco Madruga, representam "a evolução natural" de um evento que tem crescido sustentadamente e que quer promover a "interacção entre público e autores".
No dia 9, Júlio Magalhães apresenta o seu último romance, Um amor em tempo de guerra. No dia 23, a Academia de Música de Vilar do Paraíso leva ao "palco juvenil" um coro de mais de 200 crianças e, no dia de encerramento, Tiago Manuel, também artista plástico, apresenta os seus três pseudónimos literários.
Para Francisco Madruga, a deslocação da feira para uma área menos central da cidade não é motivo de preocupação. Considera, pelo contrário, que esta "é uma forma de dar continuidade ao trabalho desenvolvido e de chegar a novos públicos".
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