Tal como tinha referido aqui no Refúgio dos Livros, assim que terminasse de ler "Derrocada" iria acabar a leitura d' "As velas ardem até ao fim" antes de passar para a próxima leitura e cumpri :D.Terminei de ler "Derrocada" no sábado, dia 23 de Janeiro. E domingo depois de ter passeado de tarde sentei-me na cadeira do meu quarto, coloquei o livro sobre a minha secretária e dediquei-me ao livro "As velas ardem até ao fim". Dediquei-me de tal forma que eram 21h e poucos minutos que terminei de ler este livro.
Apesar de inicialmente o livro não me estar a prender como já tinha mencionado anteriormente, ontem consegui ler o livro com outro espírito....outros olhos. Como li "A ofensa" e "Derrocada" acho que fiquei com outra predisposição para ler "As velas ardem até ao fim" e passo a explicar por que penso isto. Estes 2 livros de Ricardo Menéndez Salmón têm uma escrita muito directa e dura, capaz até de me chocar e no livro "As velas ardem até ao fim" encontrei a história de uma amizade onde tive oportunidade de regressar a uma escrita mais suave e sensível, o que acabou por equilibrar a escrita do outro autor e dar-me mais ânimo para terminar o livro.
Após a leitura de 2 livros um pouco duros e com episódios e descrições cruéis foi bom encontrar um livro mais suave. As primeiras 100 páginas custaram-me um pouco a ler. Com isto não quero dizer que o livro não é bom mas não estava com o espírito adequado para apreciar a escrita de Sándor Márai. Assim, foi com surpresa que constatei que li as 60 últimas páginas deste livro com um espírito e uma abertura muito maior.
Terminada a leitura deste livro posso dizer que gostei e que provavelmente será um livro a reler para poder apreciar as primeiras 100 páginas como apreciei as 60 finais, até porque este livro retrata a história de uma amizade entre dois homens que apenas 41 anos separados se reencontram para esclarecer uma verdade/uma situação que tinha ficado sem resposta no passado.
CLASSIFICAÇÃO: 4. Bom





