segunda-feira, 15 de março de 2010

"O despertar do adormecido" (Alistair Morgan): OPINIÃO

"O despertar do adormecido" da Editorial Bizâncio é um livro sobre perda e obsessão. Este livro que tive oportunidade de ler conta a história de John que num acidente de carro perde a sua mulher e filha. Quando John recupera a consciência tem conhecimento, só nessa altura, que a sua mulher e a sua mulher de 5 anos morreram num acidente de carro que ele conduzia.

Entretanto, John decide ir para a casa de férias da irmã, por sugestão da mesma, para Nature's Valley. Nature's Valley é um local remoto na costa sul-africana e é aí que vai conhecer uma jovem perturbada de 17 anos e a sua família disfuncional. John vai travar conhecimento com esta família que também ela passou por uma perda complicada decorrente de um assalto.

Ao longo do livro fui conhecendo as várias personagens e entrando nas suas vidas e problemas. Na minha opinião é um livro complexo, já que aborda a temática da perda.

Gostei de ler este livro e envolver-me na vida das suas personagens, tentando muitas vezes compreender como um acontecimento tão dramático e traumático pode alterar, não só a vida de alguém como o seu comportamento. É através da perspectiva de John que acompanhamos este tema e o seu desenrolar.

CLASSIFICAÇÃO: 4. Bom

Sinopse:

"John Wraith, de 46 anos, recupera a consciência depois de um grave acidente; só então toma conhecimento de que a sua mulher e a sua filha de 5 anos morreram tragicamente no carro que ele mesmo conduzia. Por sugestão da irmã irá recuperar na casa de férias, em Nature’s Valley, um local remoto da costa sul-africana. É Inverno e a terra está quase deserta. Porém, conhece aí uma perturbada jovem de 17 anos, o seu pai e o seu irmão, e deixa-se atrair irremediavelmente por esta família disfuncional. Uma análise intensa sobre a perda e a obsessão que fazem de O Despertar do Adormecido um notável thriller psicológico."

sexta-feira, 12 de março de 2010

"Se eu ficar" (Gayle Forman): OPINIÃO

O livro "Se eu ficar" tem como personagem principal Mia. Mia é uma adolescente feliz, que tem uma família que a apoia e compreende. Além disso, Mia é apaixonada pela música e toca violoncelo, ao mesmo tempo que tem um namorado que a ama e um grupo de amigos. Por outras palavras, Mia tem tudo para ser feliz até que numa manhã de Fevereiro, num passeio de carro com os pais e o seu irmão mais novo, têm um acidente e só ela sobrevive.

Mia, após o acidente, entra em coma e vai para o hospital. E quando o seu "espírito" sai do seu corpo vamos acompanhar as 24 horas de Mia depois do acidente onde ela vai reflectir sobre o que é realmente importante. É neste período de 24 horas que o livro decorre e onde ficamos a conhecer Mia e todas as pessoas que fazem parte da sua vida. Durante 24 horas, Mia vai recordar vários episódios da sua vida e assim vamos ficando a saber mais sobre si: a sua relação com os pais e irmão e restante família, a relação com os amigos e namorado e a música.

Assim, Mia, uma adolescente de 17 anos, devido a um inesperado acidente de automóvel vê-se confrontada com uma decisão difícil: decidir se vale a pena continuar a viver depois de tudo que aconteceu e das pessoas que perdeu ou desistir de lutar.

Este livro fez-me reflectir sobre determinados aspectos e pessoas que tomamos como garantidas e o que faria se de um segundo para o outro tudo mudasse. Para mim é um livro com uma história tocante, com uma escrita fluída, dividida em períodos de tempos dentro das 24 horas, o que nos faz voltar página atrás de página, na ânsia de descobrir qual será a decisão final de Mia.

Considero que é um livro que vale muito a pena ler, sem qualquer dúvida!

CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente

P.S. - Em breve colocarei aqui a minha opinião sobre o livro "O despertar do adormecido", assim como os selinhos que me têm oferecido (obrigado!) não estão esquecidos :D.

terça-feira, 9 de março de 2010

Mini Leitura-Conjunta: "Cell - Chamada para Morte"

Eu e a Estefânia do blogue Uma Biblioteca Aberta decidimos fazer uma mini-leitura conjunta com o livro "Cell - Chamada para a Morte" do autor Stephen King (Edição de Bolso).

Esta mini-leitura conjunta começa precisamente hoje :D e decidimos dividir o livro em 3 partes, já que este livro ainda é grande. Cada parte corresponderá a um período de 1 semana de leitura.

Assim dividimos da seguinte maneira:

- 1ª Parte: ler até à página 172 (entre o dia 9 e 15 de Março)
- 2ª Parte: da página 173 à 332 (entre o dia 16 e 22 de Março)
- 3ª Parte: da página 333 à 474 (entre o dia 23 e 29 de Março)

À medida que formos lendo cada uma das partes colocaremos as nossas opiniões nos nossos blogues.

Eu nunca li nada do autor por isso para mim é uma estreia :D. Por sua vez, a Estefânia já leu alguns livros deste autor.

Bem acompanhem esta nossa experiência de mini-leitura e fiquem atentos aos nossos posts. Todos os vossos comentários são bem-vindos :D.

segunda-feira, 8 de março de 2010

"Mistério em Connellsville": OPINIÃO

Gostei bastante deste livro.

"Mistério em Connellsville" aborda a história de uma adolescente chamada Magnólia que vive com os seus pais e os seus 2 irmãos. Quando o seu pai é transferido para outra filial da empresa onde trabalha toda a família terá de mudar de cidade e de casa. Embora os pais de Magnólia estivessem com receio de lhe contar sobre esta mudança é com espanto que constatam que a sua filha adolescente não reage negativamente como estavam à espera. Afinal Magnólia não tem nada que a prenda ao local onde vive a não ser a sua casa. Assim e, uma vez que não tem laços com ninguém, nem amigos, nem escola, é com tranquilidade que encara a mudança de cidade, ao contrário dos seus irmãos mais novos que encaram mal esta mudança, acabando depois por aceitá-la.

Ao chegar a Connellsville, a família de Magnólia conhece os vizinhos novos e é neste contexto que Magnólia conhece o adolescente Nigel de 17 anos de quem começará a gostar, apesar de inicialmente não perceber o que se está a passar com ela, já que habitualmente não cria laços com os outros.

No entanto, Magnólia vai descobrir que Connellsville é um local com um mistério: algumas raparigas adolescentes têm desaparecido sem deixar rasto.

É assim que Magnólia se vai envolver neste mistério tentando solucioná-lo.

Na minha opinião, é um livro bem escrito, com uma história interessante e personagens que a mim me tocaram, principalmente Magnólia, por ser uma adolescente com quem me identifiquei. Afinal, muitos de nós já passou por esta fase de adolescência e achei Magnólia uma adolescente simpática :).

Leiam porque embora seja um livro com poucas páginas que se lê num instante é um livro com uma história cheia de imaginação e personagens com as quais nos identificamos.

É um livro que retrata a imagem da adolescência abordando aspectos como o isolamento e o estabelecimento de amizades e os rapazes e a família. Eu gostei!

P.S. Fico à espera de novos livros Beatriz Barroca! Boa sorte :D

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom

sexta-feira, 5 de março de 2010

Porto Editora lança "Os dias da Febre": 18 de Março

"Os Dias da Febre", o primeiro romance do historiador João Pedro Marques, leva-nos numa viagem no tempo até à Lisboa do século XIX.

A Porto Editora publica no próximo dia 18 de Março o primeiro romance do historiador João Pedro Marques.

"Os Dias da Febre" é uma viagem pelos sons, os cheiros, as cores, as gentes, as casas, os costumes – numa palavra, pela vida – da Lisboa de meados do século XIX. Mesmo antes da sua publicação, a obra de estreia de João Pedro Marques já conquistou adeptos: Maria Filomena Mónica considera-o “um livro estimulante”; a também historiadora Maria Fátima Bonifácio destaca o “enredo de uma notável originalidade e muitíssimo bem construído”.

Apoiada por uma escrita sedutora, que se concilia facilmente com o rigor dos factos, a narrativa de João Pedro Marques distingue-se pela subtileza com que transporta o leitor para o quotidiano burguês do século XIX, tornando "Os Dias da Febre" numa leitura, mais do que agradável, surpreendente.

O livro principia com Elvira Sabrosa descendo a Calçada de Santana e espreitando por entre as cortinas da sua carruagem. Num dado momento, vislumbra Robert Huntley, um inglês que não via desde os tempos da infância, há mais de 20 anos.

"Os Dias da Febre" narra as circunstâncias que conduziram ao reencontro de Robert e Elvira, e o que dele decorreu. A acção situa-se em 1857, quando Lisboa estava a ser atingida por uma epidemia de febre-amarela que mataria quase 5 mil pessoas. É nesse contexto que a intriga se desenvolve e que o leitor é convidado não só a conviver com as figuras da época, mas também a percorrer a cidade em toda a sua diversidade, dos camarotes do S. Carlos às ruas apertadas de Alfama, das enfermarias do Hospital de S. José às bancadas das Cortes, dos salões das senhoras das classes altas ao bulício do café Nicola.

Romance histórico escrito por um historiador de reconhecido mérito e extensamente apoiado na documentação existente, "Os Dias da Febre" assume-se, mais do que um romance sobre uma epidemia, a morte e o amor, como um documento estimulante e fiel à época que representa.

Sobre o autor:

João Pedro Marques nasceu em Lisboa, em 1949. É desde 1987 investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical e foi Presidente do Conselho Científico desse Instituto em 2007-2008. Doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa, onde leccionou a cadeira de História de África durante a década de 1990, é autor de dezenas de artigos sobre temas de história colonial, e de vários livros, dois dos quais publicados em Nova Iorque e Oxford (The Sounds of Silence, 2006, e Who Abolished Slavery? A debate with João Pedro Marques, 2010). Os Dias da Febre constitui a sua primeira incursão na área da literatura de ficção.