domingo, 13 de maio de 2012

À descoberta de outro autor : Vasco Ricardo


Sinopse:

Enquanto uma negra conspiração se vai expandindo por algumas cidades europeias, três adolescentes divertem-se, navegando pela Internet, tentando decifrar mistérios e crimes até então irresolúveis.

Dana, Mark e Rohan são provenientes de nações distintas mas os seus interesses e suas motivações convergem. À medida que uma onda de crimes vai assolando o território do velho continente, os jovens vão interagindo através das comuns salas de chat, falando sobre um infindável número de temas.

O percurso das suas vidas toma, porém, um rumo diferente, acompanhado de estranhos acontecimentos que podem mudar os seus destinos.

Paralelamente, uma sociedade secreta, cujos elementos parecem tão competentes quanto obstinados, move-se de forma obscura e sanguinária, onde todos os seus passos são criteriosamente preparados, na tentativa de alcançar um marco até então inatingível.

Sobre o autor:

Vasco Ricardo nasceu no ano de 1981, em França mas é em Portugal que gosta de estar. Nem sempre viveu em Famalicão; cresceu em Matosinhos e formou-se em Viana do Castelo. Pratica Aikido, uma arte marcial japonesa. Raramente se sente cansado, se bem que certas particularidades do quotidiano o vão arreliando. Acha piada a moralistas, principalmente os que são imorais. Ainda não descobriu a verdadeira razão pela qual sente vontade de escrever, mas jura que um dia o fará.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

"Vida de Sombras" (Louise Erdrich): OPINIÃO!

"Vida de Sombras" é um retrato muito interessante de um casamento disfuncional e de uma relação inquietante entre um casal.

A autora Louise Erdrich, sob a forma de diários e relatos leva-nos para uma narrativa cheia de jogos e manipulação entre o casal Irene e Gil.

Quando Irene se apercebe que o seu marido Gil andar a ler o seu diário decide guardá-lo num lugar seguro e criar o Diário Vermelho e colocar este diário falso no lugar do outro. Neste Diário Vermelho, Irene vai escrever textos sobre a sua vida repletos de mentiras e fá-lo de forma propositada porque sabe que Gil o irá ler pensando tratar-se do diário verdadeiro de Irene.

Assim e através desta estratégia de Irene, Gil vai ler mentiras que vão levar a uma dinâmica familiar muito inquietante e disfuncional.

O leitor é envolvido na história de um casamento que atravessa uma crise e onde se começa a sentir uma tensão e desconfiança acentuada.

Ficamos a conhecer uma relação pautada pelo amor e obsessão que não deixa o leitor nem indiferente nem sossegado.

Este livro trata-se do retrato de um casamento à beira do abismo.

Em suma, uma narrativa que prende o leitor e traz uma luz perturbadora sobre os perigos dos jogos e manipulações no casamento.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Novidade Porto Editora: "Os Amantes" de John Connolly


Título: Os Amantes
Autor: John Connolly
Tradutor: Vasco Gato
Págs: 360
PVP: 16,60 €
Coleção: Alta Tensão

Crimes, vinganças e anjos caídos unem-se em "Os Amantes", policial de John Connolly, que a Porto Editora publica a 17 de maio. 

Com o talento que lhe é internacionalmente reconhecido, o escritor irlandês consegue entrelaçar o real e o sobrenatural neste policial gótico de cortar a respiração.

Com livros traduzidos para 28 línguas, John Connolly elegeu os EUA como palco dos seus policiais protagonizados pelo detetive privado Charlie Parker, e foi o primeiro escritor estrangeiro a ser premiado, pela Private Eye Writers of America, com o US Shamus Award. 

O LIVRO

Charlie Parker há muito que enfrenta os seus fantasmas. Depois de ter saído da Polícia de Nova Iorque, e agora que vê a sua licença de detetive privado ser-lhe retirada, decide investigar algo que desde sempre o inquietou: o seu passado. Nomeadamente as circunstâncias trágicas que levaram o pai, Will Parker, a matar um jovem casal de namorados, tendo em seguida posto termo à sua própria vida, num ato tresloucado e sem motivo aparente.

Um misterioso casal de amantes, detentores do segredo que tanto atormenta Charlie Parker, obriga-o a mergulhar a fundo na sua própria história, mesmo que isso signifique descobrir verdades incómodas e mentiras comprometedoras.

Em Os Amantes, John Connolly submerge o leitor, com o talento único que lhe é internacionalmente reconhecido, num thriller simplesmente soberbo.

Primeiras páginas aqui!

O AUTOR

John Connolly nasceu em Dublin, em 1968, e estudou Filologia Inglesa e Jornalismo. Colaborador de longa data do jornal The Irish Times, divide o seu tempo entre Dublin e os Estados Unidos da América, país que serve de cenário aos seus livros protagonizados pelo detetive Charlie Parker. Com um livro já adaptado ao cinema e outros em curso de adaptação, o sucesso de John Connolly é igualmente evidente na conquista de vários prémios como o Barry Award e o US Shamus Award (foi o primeiro autor não americano a receber esta distinção) e na sua nomeação para outros. Os seus livros encontram-se traduzidos em 28 línguas.

Página do autor: www.johnconnollybooks.com

IMPRENSA

São poucos os escritores com o talento de Connolly para retratar o Mal absoluto.
El País Digital

Talvez o melhor livro de Connolly até ao momento! O estilo do autor converte a leitura de cada página num prazer extraordinário. Um romance bem urdido onde Connolly desfralda as suas notáveis qualidades.
Crimesquad

Uma combinação inteligente de busca e perseguição, num thriller que vai revelando pormenores à medida que a narrativa se vai construindo, sem nunca perder o tom lírico.
The Observer

John Connolly é tão bom que chega a ser assustador… ele sabe recorrer a métodos silenciosos e subtis para nos deixar numa inquietação crescente.
The Times

Connolly é dos autores mais renovadores do género negro e os que ousam entrar no seu jogo descobrem o quão perturbador e viciante ele se pode tornar.
El País

Um livro formidável, como todos os de Connolly.
The Independent on Sunday




quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Há Sempre Um Amanhã" (Anita Notaro): OPINIÃO!

Em "Há Sempre Um Amanhã" a autora Anita Notaro agarra o leitor desde o primeiro capítulo: um capítulo intenso e inquietante em que se dá a morte da gémea Alison. Este primeiro capítulo, pela forma como está escrito e pelos acontecimentos que encerra, está carregado de dramatismo.

Quando Lily é informada da morte inesperada da sua irmã Alison, vê-se sem chão de repente e naquele preciso instante a vida tal como Lily a costumava conhecer deixa pura e simplesmente de existir.

Lily vê-se, de um momento para o outro, a braços com a responsabilidade de educar e criar Charlie - o filho de três anos da sua irmã Alison.

A acrescentar a isso há o facto de Alison ter sido sempre a gémea líder que tratava de tudo o que era necessário e agora Lily está sozinha com Charile e não sabe o que fazer.

Só que à medida que o leitor vai avançando na leitura vai ficar a conhecer dois aspectos: primeiro, que Lily tem muita mais força dentro dela do que sabia ter e ainda que Alison não era a irmã que Lily pensava ser.

Desnorteada e tentando resolver as situações que surgiram em resultado da morte de Alison, Lily vai descobrir um caderno da irmã que a vai levar numa viagem inesperada para a descoberta dos segredos da vida de Alison.

Ao que parece Alison teve alguns homens na sua vida e o leitor juntamente com Lily vai conhecer cada um deles, saber o que fazem, quem são e que relação tiveram com Alison.

Envolvida numa montanha russa de emoções e descobertas surpreendentes, Lily vai descobrir quem era a sua irmã Alison, vai-se descobrindo a si própria e vai construindo uma relação repleta de ternura e amor com Charlie começando a senti-lo como seu filho.

Só que ninguém sabe quem é o pai de Charlie, Alison não contou e Lily vendo que Alison teve alguns homens no seu passado, vai tentar descobrir quem é o pai de Charlie afinal.

De forma muito envolvente e através de personagens que suscitam sentimentos no próprio leitor, a autora Anita Notaro transporta-nos para uma história repleta de emoções, sentimentos, relações e segredos, que nos demonstra não só que de um momento para o outro tudo pode mudar, mas também que é muitas vezes graças a mudanças inesperadas que nos ficamos a conhecer verdadeiramente.

É só depois da morte trágica de Alison que Lily cresce e amadurece e agarra a sua vida (sempre viveu debaixo da asa de Alison e agora tem de se desenvencilhar sozinha) e começa a realizar os seus sonhos profissionais e a florescer emocionalmente.

Um livro a não perder mesmo!

CLASSIFICAÇÃO: 7. Absolutamente Fantástico!


segunda-feira, 7 de maio de 2012

"A Rainha Branca" (Philippa Gregory): OPINIÃO!

Em "A Rainha Branca" vamos conhecer Isabel Woodville - filha de Jacquetta e Sir Ricardo Grey (crítica d' "A Senhora dos Rios" aqui).

Depois de ter ficado viúva de Sir João Grey e com dois filhos pequenos a seu cargo (Tomás e Ricardo Grey), Isabel Woodville procura a ajuda do Rei Eduardo IV na tentativa de reaver as suas propriedades.

É na sequência deste primeiro contacto que vai começar a história de amor entre Isabel e Eduardo.

Embora os conselheiros do Rei já tenham em vista possíveis futuras esposas para o Rei Eduardo IV, este apaixona-se perdidamente por Isabel Woodville e casa-se com ela sem autorização.

Assim, Isabel Woodville torna-se a Rainha Branca de Inglaterra (Branca por associação à Rosa Branca da Casa Iorque à qual pertence o seu marido - o Rei Eduardo IV). 

Neste "A Rainha Branca" vamos assistir a guerras entre primos das Casas Iorque e Lencastre que continuam a lutar pelo trono.

Mas vamos também assistir a traições dentro da Casa Iorque: o Rei Eduardo IV tem dois irmãos: Jorge, Duque de Clarence e Ricardo, Duque de Iorque, sendo que Ricardo também cobiça o trono de Inglaterra.

Quando Isabel Woodville engravida e tem dois filhos homens de Eduardo IV (os Príncipes Eduardo e Ricardo) o trono de Inglaterra fica garantido.

Só que ambições e traições levam a que hajam acontecimentos surpreendentes no que toca aos Príncipes levando a que as guerras pelo trono de Inglaterra continuem.

É neste cenário que Isabel - A Rainha Branca - se vê envolta: longe do marido o Rei Eduardo IV por este andar a combater e preocupada com os seus Príncipes.

"A Rainha Branca" vai muito além do que refiro nesta crítica porque encerra nuances e jogos e reviravoltas que não desvendo para não quebrar o mistério, mas mais uma vez posso dizer que a autora Philippa Gregory traça um retrato intenso e real de uma época marcada pela ambição e disputas, ao mesmo tempo que nos dá a conhecer a personalidade forte de uma mulher - Isabel Woodville - que teve de aprender a ser Rainha e que teve de descobrir por si própria em quem podia ou não confiar.

CLASSIFICAÇÃO: 5. Muito Bom!