domingo, 31 de janeiro de 2010

"Tim" (Colleen Mccullough): OPINIÃO

Duas das minhas últimas leituras foram "A ofensa" e "Derrocada" de Ricardo Menéndez Salmón. Depois de ter lido estes dois livros muito directos e duros, precisava de ler um livro mais suave, com uma história mais macia, algo que me tocasse.

Foi através da sugestão de uma pessoa a quem agradeço :) que cheguei a "Tim" de Colleen Mccullough. Nunca tinha lido nada da autora mas como comprei o livro com a colecção da Revista Sábado decidi experimentar.

E que boa sugestão que me foi dada :D.

"Tim" é a história sobretudo de Mary Horton, uma mulher madura e solteira e de Tim, um rapaz de vinte e cinco anos extremamente belo que tem uma deficiência mental. No decorrer deste livro vamos acompanhando a história destas duas personagens principais entre as quais se estabelece uma relação lindíssima de amizade. Mary vê Tim pela primeira vez e fica fascinada com a sua beleza extraordinária e só depois descobre que Tim tem um atraso mental, mas tal facto não muda em nada o comportamento de Mary.

É a história de uma relação que se vai construindo, uma relação muito forte e bonita. Mary não faz distinção entre Tim e outras pessoas ditas "normais" e esse é um dos factores que fará Tim gostar de Mary.

Nesta história também ficamos a conhecer outras personagens, nomeadamente, Esme e Ron, pais de Tim, que para mim foram de uma doçura fascinante porque desde cedo tentaram fazer com que Tim não se sentisse diferente e conseguisse ser independente.

Para mim foi uma história tocante, de uma doçura extraordinária. Fez-me pensar sobre como nos relacionamos com algumas pessoas. Fez-me pensar que muitas vezes, se calhar insconscientemente, alteramos o nosso comportamente por pessoa x ou y ter determinada deficiência ou outro aspecto qualquer que a diferencia das pessoas "normais". Deveríamos pensar mais vezes nestes conceitos de "normal" e "anormal" (aquele que se desvia do habitual, da normalidade, dos padrões convencionados) e reflectir profundamente se afinal não somos todos diferentes e com particularidades que nos separam da normalidade. Fica o pensamento.

Recomendo sem qualquer reserva a leitura deste livro.

Sinopse:

"Num bairro acomodado de Sydney, Austrália, um grupo de operários trabalham na casa ao lado da de Mary Horton, uma mulher madura e solteira, cuja vida tem sido basicamente dedicada ao trabalho. quando o seu olhar encontra entre os pedreiros Tim Melville, um jovem de perturbadora beleza e sorriso resplandecente, que padece de uma deficiência mental, Mary pede-lhe que se encarregue do seu jardim e acaba por desenvolver uma profunda amizade com o jovem adónis. Uma relação que modificará ambos, já que a luz interior dele acabará por regenerar a sua vida, e a sua sabedoria despertará nele um desejo de melhoria pessoal..."

CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

1º Selinho de 2010

Este é o 1º selinho oferecido ao Refúgio dos Livros neste novo ano de 2010.

Foi oferecido pela A. e B. do Blog
Leituras de A a B. Obrigado :D.

As regras consistem em oferecer este selinho a 5 blogs. O Refúgio dos Livros oferece este selinho aos seguintes blogs:

P.S. Não se esqueçam que o passatempo "Barbershop" está a decorrer até as 23h59 de dia 2 de Fevereiro. Boa sorte :D.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Passatempo "Barbershop"

A Editorial Presença aliou-se ao Refúgio dos Livros para presentear os seguidores deste cantinho com 2 exemplares do livro "Barbershop" do autor Júlio Conrado, que estará disponível nas lojas a partir do dia 2 de Fevereiro de 2010.

Este é o primeiro passatempo do Refúgio dos Livros e os vencedores serão sorteados de entre todos aqueles que responderem correctamente a todas as questões.


Regras do Passatempo:

1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 2 de Fevereiro.

2) Os dados solicitados (nome completo, morada, telefone e email) têm de ser devidamente preenchidos. Qualquer participação que não possua alguns destes dados, é automaticamente anulada.

3) Os vencedores serão sorteados aleatoriamente, sendo o anúncio dos vencedores efectuado por e-mail (para os vencedores) e publicado no blog.

4) Só é aceite uma participação por pessoa/morada e, por questões relacionadas com o envio do prémio só serão aceites participações de residentes em Portugal (continental e ilhas).

5) A morada dos par­ti­ci­pantes tem o intuito de facilitar o processo de envio dos exemplares para os vencedores e estes dados não serão utilizados para qual­quer outra finalidade.

As respostas poderão ser encontradas aqui no blogue. Boa sorte :D

* Passatempo Encerrado *

Novidade Editorial Presença: "Barbershop" (2 de Fevereiro)

No próximo dia 2 de Fevereiro, a Editorial Presença irá lançar uma novidade literária no mercado intitulada "Barbershop" do autor Júlio Conrado.

"Barbershop" é o novo romance do crítico literário e escritor Júlio Conrado, que nasceu em Olhão em 1936. A par de uma carreira bancária construiu uma obra literária que se consubstancia, neste momento, em vinte e cinco livros que tocam quase todos os géneros – ficção, poesia, ensaio, crónica e teatro. Coordenou revistas e jornais de cultura e fez parte dos júris dos mais importantes prémios literários portugueses. Foi, durante vários anos, director executivo da Fundação D. Luís I, em Cascais. Alguns dos seus textos foram objecto de tradução para diversas línguas, entre as quais inglês, francês, alemão, húngaro e grego.

Sinopse:

"Lisboa, Cascais e a ilha da Armona, em Olhão, delimitam o espaço geográfico em que decorre esta narrativa labiríntica protagonizada por uma pitoresca galeria de poetas, livreiros, críticos literários, barbeiros e viúvas, no tempo da nossa contemporaneidade. Num estilo sugestivo, deliciosamente irónico, o autor faz-nos participar, com gosto, nos quotidianos entrecruzados de F. F., o poeta taciturno eterno candidato ao Nobel da literatura; Diamantino Neto, o típico barbeiro de bairro que sonha com os louros da glória ou Rogélio Bordalo, um arrivista caçador de viúvas ricas, entre outras figuras. Gente conformada? Sim, mas não completamente. Dias pouco épicos, talvez felizes, os destas personagens, mas o amor, a avidez e a vingança entram também em cena, e o crime imperfeito acaba por deixar um rasto de tragédia no quintal sossegado."

"As velas ardem até ao fim" (Sándor Márai): OPINIÃO

Tal como tinha referido aqui no Refúgio dos Livros, assim que terminasse de ler "Derrocada" iria acabar a leitura d' "As velas ardem até ao fim" antes de passar para a próxima leitura e cumpri :D.

Terminei de ler "Derrocada" no sábado, dia 23 de Janeiro. E domingo depois de ter passeado de tarde sentei-me na cadeira do meu quarto, coloquei o livro sobre a minha secretária e dediquei-me ao livro "As velas ardem até ao fim". Dediquei-me de tal forma que eram 21h e poucos minutos que terminei de ler este livro.

Apesar de inicialmente o livro não me estar a prender como já tinha mencionado anteriormente, ontem consegui ler o livro com outro espírito....outros olhos. Como li "A ofensa" e "Derrocada" acho que fiquei com outra predisposição para ler "As velas ardem até ao fim" e passo a explicar por que penso isto. Estes 2 livros de Ricardo Menéndez Salmón têm uma escrita muito directa e dura, capaz até de me chocar e no livro "As velas ardem até ao fim" encontrei a história de uma amizade onde tive oportunidade de regressar a uma escrita mais suave e sensível, o que acabou por equilibrar a escrita do outro autor e dar-me mais ânimo para terminar o livro.

Após a leitura de 2 livros um pouco duros e com episódios e descrições cruéis foi bom encontrar um livro mais suave. As primeiras 100 páginas custaram-me um pouco a ler. Com isto não quero dizer que o livro não é bom mas não estava com o espírito adequado para apreciar a escrita de Sándor Márai. Assim, foi com surpresa que constatei que li as 60 últimas páginas deste livro com um espírito e uma abertura muito maior.

Terminada a leitura deste livro posso dizer que gostei e que provavelmente será um livro a reler para poder apreciar as primeiras 100 páginas como apreciei as 60 finais, até porque este livro retrata a história de uma amizade entre dois homens que apenas 41 anos separados se reencontram para esclarecer uma verdade/uma situação que tinha ficado sem resposta no passado.

CLASSIFICAÇÃO: 4. Bom