terça-feira, 11 de outubro de 2011

Novidade Quetzal: "A Curva do Rio" de V.S. Naipaul

A Curva do Rio
V.S. Naipaul

Situada num país africano sem nome, a história é narrada por Salim, um jovem adulto filho de comerciantes indianos há muito estabelecidos naquele bocado de costa. Ele acredita que o mundo é o que é e que quem não é alguém não tem lugar nele. Assim, decide abandonar a faixa costeira e torna-se dono da sua própria loja numa pequena cidade em crescimento, no interior mais remoto do continente. Este lugar, esta “curva no rio”, porém, é um micro-cosmo da África pós-colonial no momento da sua independência: um cenário de caos, mudança, violência, guerras tribais, ignorância, isolamento e pobreza.

Desta paisagem riquíssima, emerge uma das obras mais poderosas de V.S. Naipaul, A Curva do Rio – uma emocionante história de sublevação e desmoronamento social.

V.S. Naipaul nasceu nas Caraíbas (em Trinidad) em 1932, no seio de uma família de origem indiana. Em 1950 foi estudar para Inglaterra com uma bolsa de estudo. Após os primeiros quatro anos na Universidade de Oxford, começou a escrever, atividade a que se dedicou ininterruptamente desde então: entre o romance e o ensaio, Naipaul publicou mais de uma vintena de livros, alguns dos quais serão em breve publicados pela Quetzal.

Em 1971 V.S. Naipaul foi galardoado com o Booker Prize e, em 2001, com o Prémio Nobel da Literatura.

“O mestre da prosa inglesa moderna.”
The New York Review of Books


“A variedade de exemplos humanos e a busca de causas sociais de fundo mostram um espírito tolstoiano.”
John Updike


“Brilhante e aterrador.”
Observer

Género: Romance
Tradutor: José Vieira de Lima
N.º de páginas: 416
Data de lançamento: 14 de outubro
PVP: 16,90 €





http://www.quetzal.blogs.sapo.pt/



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Novidade Planeta: Novo romance de Rui Zink «O amante é sempre o último a saber"

Três anos depois de O Destino Turístico, este é o regresso esperado de Rui Zink à ficção e o primeiro romance inédito do autor na Planeta.

O AMANTE É SEMPRE O ÚLTIMO A SABER
Rui Zink

Passado entre Portugal e o Japão, esta é uma improvável história de amor com a marca inconfundível da ironia de um ficcionista de primeira água da nossa literatura.

O amante é sempre o último a saber conta a história de Teresa, uma poderosa senadora da vida política portuguesa que vai a Tóquio tentar encontrar o filho perdido.

Tano, o professor de artes marciais do jovem e seu mentor, é forçado a acompanhá-la, regressando a contragosto ao país natal, que há muito não visitava.

Duas pessoas e dois universos culturais que parecem muito distantes, mas que têm mais pontos em comum do que poderíamos pensar.

Um romance que fala de um mundo em mudança.
Em que o amor é uma dança incurável.
E uma cura para o mal que nos mata.

«Este livro conta o mesmo de sempre desde o Hotel Lusitano de há 25 anos: o desencontro que, tarde mas é melhor que nada, talvez consiga ser encontro. É também a primeira vez que faço um romance de amor. Calha bem, com o país tão encalhado, nada como a história de um amor feliz como esta.»
Rui Zink

Sobre o autor

Rui Zink nasceu em Lisboa em 1961. É escritor e professor no Departamento de Estudos Portugueses da Universidade Nova de Lisboa. Estreou-se como ficcionista em 1986 e desde então publicou mais de duas dezenas de obras, entre ficção, ensaio, literatura para a infância, BD e teatro. Alguns dos seus livros encontram-se traduzidos para inglês, alemão, hebraico, japonês, romeno, sérvio, croata e francês.

Ficção:

Hotel Lusitano • A realidade agora a cores • Homens Aranhas • Apocalipse Nau • O Suplente • Os Surfistas • Dádiva Divina • A Palavra Mágica • A Espera • O Anibaleitor • O Destino Turístico • O amante é sempre o último a saber

Visite o site do autor em www.ruizink.com

Informação técnica
PVP: 16,90€
288 páginas
Nas livrarias desde 12 de Outubro




Clube do Autor: Terra Abençoada, um clássico da literatura​, já nas livrarias

TERRA ABENÇOADA

Um clássico da literatura do século XX, belo e intemporal, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares e ganhou o Prémio Pulitzer e a Howells Medal

Pearl S. Buck foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura em 1938.

Terra Abençoada traça o ciclo da vida – os medos, as paixões, as ambições, os êxitos, os retrocessos, as recompensas.

Um relato universal, comovente e inspirador dodestino de um homem e de uma família

No reinado do último imperador da China, uma criada casa com um homem humilde. Juntos dão início a uma família e encetam uma viagem épica, envolvente e inesquecível…

O-lan é uma criada na maior casa da aldeia. Quando casa com Wang Lung, um humilde agricultor, labuta arduamente ao longo de quatro gravidezes pela sobrevivência da sua família. Ao princípio, as recompensas são poucas, mas o trabalho é fonte de esperança e há sustento na terra. Até a fome chegar e mudar a vida de todos.

Obrigada a fugir ou a morrer de inanição, a família chega à grande cidade do Sul, juntando-se a milhares de outros camponeses que mendigam pelas ruas. Tudo parece perdido, até que a boa sorte e a determinação de O-lan conjuram-se para os levar de volta a casa com uma riqueza inimaginável.

De volta à terra que havia garantido o seu sustento, a recente fortuna da família origina apenas desconfianças, enganos e principalmente muita mágoa para a mulher que os salvou, mudando o destino da família.

Tendo como pano de fundo uma China à beira da mudança, Terra Abençoada é a pungente e emocionante saga de uma família e a história do sacrifício de uma mulher. Um clássico da literatura do século XX, belo e intemporal.

Pearl S. Buck foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura em 1938.

Terra Abençoada, editado pela primeira vez em 1931 marcou gerações de leitores e foi adaptado ao cinema em 193

Sobre Pearl S. Buck

Pearl S. Buck nasceu a 26 de Junho de 1892 em Hillsboro, na Virgínia Ocidental. Filha de missionários presbiterianos, residiu durante grandes períodos na China, dominando assim a língua inglesa e chinesa. Regressou à China em 1914, pouco depois de se ter licenciado, e, no ano seguinte, conheceu um jovem agrónomo, John Lossing Buck, com o qual viria a casar em 1917. Após o casamento, mudaram-se para Nanhsuchou, na província rural de Anhwei. Foi nesta comunidade empobrecida que Pearl Buck reuniu o material que mais tarde viria a usar para escrever Terra Abençoada.

Pearl Buck começou a escrever histórias e ensaios nos anos 20. Muitos foram publicados em revistas como The Nation, The Chinese Recorder, Asia e The Atlantic Monthly. O seu primeiro romance, East Wind, West Wind, foi publicado em 1930. O editor, Richard Walsh, viria mais tarde a ser o segundo marido de Buck.

Em 1931, é lançado o segundo livro da autora, Terra Abençoada, que viria a transformar-se no romance mais vendido desse ano e do seguinte, ganhando o Prémio Pulitzer e a Howells Medal. O popular romance vendeu mais de dez milhões de exemplares e marcou gerações de leitores sendo mais tarde, em 1937, adaptado ao cinema.

Menos de uma década depois da edição do primeiro romance, em 1938, Pearl Buck é galardoada com o Prémio Nobel da Literatura, sendo a primeira mulher norte-americana a ganhar tal galardão. Por altura da sua morte, a 6 de Março de 1973, Pearl Buck tinha já editado mais de setenta livros entre romances, contos, biografias e autobiografias, poesia, teatro e até histórias infantis.

Informação Técnica
PVP: 16,50 €
• 352 Páginas







sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Segunda-Feira Triste" (Nicci French) - Bertrand: OPINIÃO!

Quando o pequeno Mathew de 5 anos desaparece misteriosamente os seus pais ficam a sofrer uma dor imensa e as forças policiais encetam esforços para descobrir Mathew com vida e colocar as suas mãos no responsável por este rapto.

Só que desengane-se quem pensa que “Segunda-Feira Triste” de Nicci French se vai centrar só sobre esta situação.

Logo no prólogo, mesmo antes de chegarmos ao Capítulo Um, o leitor vai viajar até 1987 e conhecer as pequenas irmãs Rosie e Joanna. E o que isso interessa perguntam vocês? Interessa muito porque, um dia, enquanto as irmãs regressavam sozinhas a casa Joanna desaparece sem deixar rasto. Rosie vai viver e sentir a culpa de ter deixado a sua irmã mais nova ficar para trás. Rosie culpabiliza-se pelo sucedido por considerar que não tomou conta da irmã Joanna devidamente. Joanna desaparece e os anos passam sem que nada se descubra.

Pois passados vários anos é a vez de Mathew desaparecer: será que os casos terão ligação? Mas o que levaria alguém a raptar uma menina e depois fazer um intervalo de vários anos até voltar a raptar outra criança?

Para apimentar ainda mais esta leitura vamos conhecer a psicoterapeuta Frieda Klein que tem um paciente deveras intrigante. Alan, o paciente da Dra. Klein, mostra-se ansioso pelos sonhos estranhos que tem tido e pelo desejo ardente que sente em ter uma criança: um menino pequeno e ruivo.

Quando Frieda Klein lê a história do desaparecimento de Mathew no jornal e vê a descrição do menino algo desperta nela: o seu paciente Alan deseja uma criança com a mesma descrição do pequeno Mathew. E agora? Será que Alan está implicado?

Em “Segunda-Feira Triste” de Nicci French vamos embrenhar-nos num thriller intenso que fará a nossa mente funcionar a alta velocidade, onde vamos conhecer diversas personagens que nos farão colocar questões e duvidar de todos: afinal quem é quem, quem diz a verdade?

Dado o acaso de Frieda ter este paciente - Alan – nas suas consultas e deste manifestar tantas inquietações e um desejo tão acentuado de ter um filho seu com as características do pequeno Mathew, Frieda vai-se ver envolvida nas investigações deste caso de desaparecimento.
E acabará também por ter contacto com Rosie, a irmã de Joanna que desapareceu, visto que é inevitável pensar que os casos estão relacionados.

Quando ficamos a conhecer certas personagens começamos a questionar tudo e todos e foi com grande curiosidade que fui voltando as páginas deste livro na expectativa de perceber os casos de desaparecimento de Mathew e Joanna e descobrir os culpados e as motivações.

Posso dizer-vos que o final para mim está fantasticamente bem arquitectado com uma complexidade intricada e uma criatividade acentuada. Quando descobrimos os responsáveis ficamos perplexos (eu pelo menos fiquei) e quando conseguimos juntar todas as peças do puzzle a verdade chega-nos com toda a força.

Para mim “Segunda-Feira Triste” é o tipo de livro que eu aprecio ler: um livro com mistérios por resolver, personagens inteligentemente construídas e histórias bem definidas que se interligam de forma clara sem suscitar confusão. Aliado a isso, é um thriller intenso que nos faz duvidar e questionar muitas situações e personagens, deixando-nos na dúvida até à linha final.

Uma leitura que recomendo claramente!

CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente




Novidade Quetzal Outubro: "À Espera no Centeio" de J.D. Salinger

À Espera no Centeio
J.D. Salinger

Publicado pela primeira vez em 1951, À Espera no Centeio, é unanimemente considerado um dos mais importantes romances do século XX.

A voz do seu protagonista, o anti-herói Holden Caulfield, encontrou eco nos anseios e angústias das camadas mais jovens, tornando-o numa figura icónica do inconformismo. Da mesma forma, os temas da identidade, da sexualidade, da alienação, e do medo de existir, tratados numa linguagem desassombrada e profundamente original, fizeram de À Espera no Centeio um símbolo da contracultura dos anos 50 e 60.

Mas, passados sessenta anos sobre a sua primeira publicação, vendidos mais de 65 milhões de exemplares em quase todas as línguas, e instituído marco incontornável da literatura mundial, À Espera no Centeio mantém toda a atualidade e a frescura da rebelião.

“É um lembrete permanente da doçura da infância, da hipocrisia do mundo adulto e da estranheza da terra de ninguém que fica entre uma coisa e outra.”
Lev Grossman, Time

“Um feito extraordinário.”
Frank Kermode

“A literatura americana tem três livros perfeitos: Huckleberry Finn, O Grande Gatsby e À Espera no Centeio.”
Adam Gopnik, The New Yorker

Género: Romance
Tradutor: José Lima
N.º de páginas: 240
Data de lançamento: 14 de outubro
PVP: 15,90 €

www.quetzal.blogs.sapo.pt